Sábado, 04 de Abril de 2020

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Armando Burd Carrossel não para

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, tenta encontro no Palácio do Planalto para cobrança do que a União deve. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A existência de 33 partidos no país leva a algumas consequências graves: desaparecem os debates programáticos, o confronto de teses e a comparação de políticas públicas. Sobrevivem siglas, parlamentares e ideologias de aluguel.

Vão aceitar?

Tema oportuno para os deputados estaduais discutirem: com menos impostos os produtos ficam mais baratos, o consumo aumenta, a produção cresce e empregos são abertos.

Corrida atrás do dinheiro

Com a participação do ex-senador Pedro Simon, dirigentes de 15 partidos se encontram ao meio dia de hoje no Chalé da Praça XV, Centro de Porto Alegre. Principal item do cardápio: a unificação do discurso de cobrança da Lei Kandir, calote de 60 bilhões que a União passou no governo do Estado.

No Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel caminha no mesmo sentido. Tenta reunir colegas de outros estados que têm créditos para conseguir audiência com o presidente Jair Bolsonaro. Pelo atrito ocorrido entre os dois, a missão é difícil.

Destravar

O governo do Estado precisa abrir um canal, pondo à disposição técnicos competentes para que ouçam empreendedores sobre prejuízos com a burocracia excessiva. Os que arriscam o capital e geram empregos sentem-se massacrados pelos entraves que não têm fim.

Política de compadres

As páginas de anúncios classificados da revista britânica The Economist são muito consultadas por profissionais de todo o mundo. Semanalmente, parecem editais oferecendo vagas de diretores e presidentes em empresas públicas de diversos países, sem restrição de nacionalidade para os candidatos. Sentido inverso do Brasil que, por muitos anos, nomeou a partir de indicações de partidos. Capacidade era o que menos pesava na balança. Não deixamos de pagar preço alto pelo critério, abrindo portas inclusive para corrupção.

Dá cartaz

É comum cogitarem a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito. A primeira Constituição a consagrar a CPI foi a de 1934. A Carta de 1937, decretada por Getúlio Vargas, ficou omissa porque o governo fechou o Congresso. Retornou na Constituição de 1946.

Em 1947, foi instalada uma na Câmara dos Deputados para investigar atos delituosos da ditadura. Acabou não sendo concluída. Em 1988, as CPIs tiveram regulamentação. Deram vitrine para reeleições de parlamentares. De efetivo para a população, pouco, quase nada.

A voz do passado

Por meio de projeto, deputados federais reivindicam 20 minutos diários, em horário nobre, para a versão da Voz do Brasil na TV. Como se já não bastassem os 60 minutos nas rádios, imposição mantida desde 1935.

Acima da lei

“Presos numa hora e soltos logo após o crime. Por quê? Como se explicam imunidades e privilégios dos batedores de carteiras e passadores do conto do pacote ou do bilhete em Porto Alegre?” O texto é atual, mas foi publicado pelo repórter Isaías Valliatti no Correio do Povo a 5 de julho de 1953. Desde então, piorou.

Conheceu os dois lados

Jorge Castañeda começou a carreira política no Partido Comunista, migrou para o centro e se tornou ministro das Relações Exteriores do México, entre dezembro de 2000 e janeiro de 2003. Uma de suas declarações incontestáveis: “Líderes latinos americanos de esquerda estão mais preocupados em evitar que o imperialismo se intrometa na Líbia do que com as vidas e os desejos do povo, que pede mais liberdade”.

Andam perdidos

Com a Bolsa de Valores em baixa, um operador perguntou a outro: “Estamos no mesmo barco, mas onde é que está a água?”

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