Terça-feira, 22 de Setembro de 2020

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Bem-Estar Cientistas criaram neurônios artificiais para tratar o Alzheimer

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O dispositivo pode ser capaz de reparar lesões na medula espinhal (Foto: Reprodução)

Pesquisadores ingleses criaram neurônios artificiais que podem ser implantados no cérebro para reparar os danos causados por doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. De acordo com a equipe, as células eletrônicas – um tipo de chip de silício – é capaz de imitar as respostas dos neurônios biológicos quando ativadas pelo sistema nervoso.

Os pesquisadores ainda revelaram que o dispositivo pode ser capaz de reparar lesões na medula espinhal, onde a conexão neural foi totalmente cortada ou onde as células cerebrais morreram completamente. Outro possível uso para o chip seria para tratar a insuficiência cardíaca. Isso porque, além do cérebro, medula espinhal e sistema nervoso, é possível encontrar neurônios também ao redor do coração.

“Os neurônios fazem parte do cérebro, do sistema nervoso central e há doenças induzidas por esses neurônios que se decompõem, perdem sua função ou não se regeneram. Por isso é importante ter biocircuitos que possam substituir esses neurônios defeituosos e restaurar sua função vital”, disse Alain Nogaret, da Universidade de Bath, na Inglaterra, a The Telegraph.

A tecnologia foi criada usando modelagem computacional, através de equações que explicam como as células respondem ao receber sinais elétricos de nervos específicos para que o chip possa reproduzir essa reação.

A equipe ainda não testou a eficiência do dispositivo em seres humanos, mas os experimentos realizados em camundongos conseguiram replicar a produção de neurônios na região cerebral do hipocampo e no sistema respiratório logo que o chip recebeu estímulos de diferentes nervos. Os resultados foram publicados esta semana na revista Nature Communications.

“Replicar a resposta dos neurônios respiratórios em bioeletrônica que podem ser miniaturizados e implantados é muito emocionante. Além disso, abre enormes oportunidades para dispositivos médicos mais inteligentes que direcionam abordagens de medicina personalizada para uma variedade de doenças e deficiências”, comentou Julian Paton, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, a The Telegraph.

Exame de sangue

Cientistas americanos desenvolveram um exame de sangue que pode detectar o Alzheimer até vinte anos antes de a doença manifestar sintomas graves, como a perda de memória. Segundo os pesquisadores, a precisão dos resultados do teste na identificação de alterações cerebrais chega a 94%. A novidade — que ainda deve levar alguns anos para ser disponibilizada no mercado — pode significar avaliações mais rápidas e baratas para prever o risco de desenvolver a demência.

Atualmente, os únicos métodos de verificação da doença são o PET-Scan, um tipo de tomografia computadorizada extremamente cara (entre 3.500 e 4.000 reais), e a coleta de líquido cefalorraquidiano, que é um procedimento invasivo, uma vez que retira fluido da medula espinhal. Por causa disso, muitas pessoas deixam de fazer os testes de detecção precoce do Alzheimer. O novo exame, no entanto, poderia mudar essa realidade.

De acordo com a equipe, o exame de sangue é capaz de indicar o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro — um dos principais indicativos da doença —, além de ponderar outros dois fatores de riscos: a idade (quanto mais velha a pessoa é, maiores são os riscos de desenvolver Alzheimer) e a presença do gene apolipoproteína E (apoE4) — um fator genético que indica quão suscetível ao problema o indivíduo é.

Os resultados foram publicados na revista Neurology e apresentados na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer, que aconteceu no mês passado.

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