Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Porto Alegre Coleta seletiva de resíduos recicláveis completa 30 anos em Porto Alegre

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Isolamento social tem provocado aumento no descarte de resíduos recicláveis na cidade

Foto: Cristine Rochol/PMPA
Isolamento social tem provocado aumento no descarte de resíduos recicláveis na cidade.(Foto: Cristine Rochol/PMPA)

A coleta seletiva realizada pelo DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) em Porto Alegre completa 30 anos nesta terça-feira (07). A cidade é considerada uma das capitais pioneiras no País a implantar o serviço de coleta de resíduos recicláveis.

Atualmente, Porto Alegre possui 16 UTs (Unidades de Triagem), abrigando cerca de 600 trabalhadores que dependem do serviço de coleta seletiva como fonte de renda. Há alguns meses, houve uma mudança na relação jurídica entre o DMLU e as entidades gestoras das UTs, devido ao Marco Regulatório Lei Federal 13019/2014 . A maioria dos contratos foi firmada no final de 2019, e as ordens de início destes foram emitidas em fevereiro deste ano. Assim, a modalidade com as entidades gestoras das UTs passou a ser a respectiva contratação das mesmas.

Com a alteração, o valor repassado era destinado para a manutenção da operação da própria UT (gastos com energia elétrica, insumos de operação, manutenção de equipamentos e predial etc). A partir dos novos contratos firmados, além do valor para manutenção das unidades, as entidades ainda poderão ser remuneradas com um valor extra, de acordo com a eficiência da produção. Também terão um maior benefício quanto maior o aproveitamento dos resíduos e menos rejeito.

Uma inovação a ser citada foi a colocação de 45 contêineres verdes para resíduos recicláveis em perímetro do Centro Histórico, em novembro de 2018. Nesses equipamentos, os resíduos recicláveis podem ser descartados a qualquer hora do dia, todos os dias da semana.

“Promovemos algumas mudanças para qualificarmos ainda mais a coleta seletiva na Capital. Atualmente, do total coletado na cidade, 5,3% é de resíduos recicláveis, percentual maior que a média nacional, que está em 4,1%, mas podemos avançar ainda mais”, destacou o diretor-geral do DMLU, Renê Machado de Souza.

De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Hiratan Pinheiro da Silva, outro destaque foi o aumento da coleta de recicláveis no período de pandemia – ampliação de 5,7% entre 18 de março e 31 de maio. “Esperamos que este acréscimo possa se constituir em uma mudança de cultura no processo de uso de embalagens, se transformando em um legado após o evento do coronavírus”, concluiu.

Coronavírus

Apesar da pandemia, os serviços essenciais prestados pelo DMLU estão mantidos. Nas coletas de resíduos, há a adoção de medidas emergenciais de proteção aos trabalhadores diante da pandemia. O departamento intensificou o controle no recolhimento dos materiais, exigindo o fornecimento e o uso de EPIs, além da criação de protocolos de prevenção aos garis, como a orientação para que ocorra o afastamento de dois metros de distância entre os trabalhadores.

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