Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020

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| Competitividade é essencial para transformar Brasil exportador no setor leiteiro

A estimativa é de aumento também na produção, de 2% este ano em relação a 2018. (Foto: Ricardo Z. Azevedo)

A programação da Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul, contou com diversas atividades ligadas à produção leiteira. De acordo com o Centro de Estudo e Pesquisa do Leite ligado ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma vaca produz 1.700 litros de leite por ano no Brasil. Nos Estados Unidos, a produção anual é de 10 mil litros por animal. Os números revelam a disparidade na produção e que o mercado brasileiro depende de importação para abastecer o consumo da população.

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, observa que a Expodireto serviu para que fossem debatidas questões essenciais para o setor, e em especial, para que seja melhorada a competitividade brasileira. “Queremos que o Brasil passe de importador a exportador. Para isso temos que melhorar a competitividade. Se tiver mais produção, as despesas fixas são diluídas. Para isso é preciso investir em genética e trabalhar com a gestão da propriedade que revela os indicadores a serem melhorados na propriedade”, explica.

“Não podemos concorrer com os argentinos e uruguaios que possuem menores condições de produção. O governo precisa trabalhar essa questão e desburocratizar”, afirma o presidente do Sindilat  Alexandre Guerra  (Foto: O Sul)

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Guerra salienta que o Brasil sofre muita pressão dos produtos lácteos da Argentina e Uruguai.Por isso, ele aponta ser fundamental que o governo estude questões como sobretaxas e barreiras. “No entanto, a verdadeira solução é a competitividade para segurar a entrada desse leite de maneira natural”, avalia. Além disso, o presidente do Sindilat recorda tópicos cruciais para o produto ser mais competitivo: profissionalização, investimento na propriedade e ganho em escala.

“Não podemos  concorrer com os argentinos e uruguaios que possuem menores condições de produção. O governo precisa trabalhar essa questão e desburocratizar, pois não dá para cada Estado trabalhar de um jeito”, finaliza Guerra.

Por Jocélia Bortoli, enviada especial à Expodireto Cotrijal

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