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Capa – Caderno 1 Confira cinco saídas possíveis para o impasse no Reino Unido

A 12 dias da data acordada para a saída, premiê Boris Johnson e parlamentares britânicos não entram em acordo e geram dúvidas quanto ao que está por vir. (Foto: Reprodução)

Doze dias antes da data oficial da saída da UE (União Europeia), os parlamentares britânicos impuseram ao premiê Boris Johnson neste sábado (19) uma demanda de adiamento do Brexit, sem se pronunciarem sobre o acordo alcançado pelo primeiro-ministro com os europeus em Bruxelas. Confira cinco cenários possíveis para este verdadeiro melodrama político da Grã-Bretanha:

1. Adiamento

Essa suposição se tornou mais provável neste sábado, uma vez que o acordo conseguido por Boris Johnson não foi votado. De acordo com uma lei aprovada em setembro, o primeiro-ministro deve pedir à União Europeia um adiamento de três meses, até 31 de janeiro de 2020.

Se a União Europeia propuser uma data diferente, Boris Johnson deve aceitá-la. O primeiro-ministro sempre se opôs a qualquer adiamento e disse que não pretende “negociar” um prazo com o bloco europeu, sem explicar o que quis dizer com isso. Já os europeus devem aceitar um adiamento por unanimidade.

2. Saída com acordo

O Parlamento protelou sua decisão, mas não rejeitou o acordo do Brexit. Boris Johnson garantiu que seu governo apresentaria na próxima semana os projetos de lei que implementariam o compromisso.

Mesmo que um adiamento seja solicitado e aceito pela UE, o Reino Unido pode teoricamente deixar a União Europeia no final do mês se todos os textos necessários forem adotados até então. O Reino Unido deixaria então a União Europeia em 31 de outubro às 23h GMT. Uma curta extensão também pode ser concedida para permitir que os parlamentares votem o acordo.

3. Saída sem acordo

Essa é a suposição padrão se o contrato não for aprovado até o final do mês e nenhum adiamento for decidido, seja porque Boris Johnson se recusa a solicitá-lo, apesar da lei, ou seja porque que os europeus o recusam.

Esse cenário é particularmente temido pelos círculos econômicos, que se apavoram com a queda da libra (causando um aumento dos preços por tabela) ou mesmo uma recessão, com a restauração de tarifas e o espectro da escassez de alimentos, gasolina e medicamentos. O governo Boris Johnson tem se preparado ativamente para esse cenário, multiplicando os anúncios de bilhões de libras destinados a amortecer o choque.

4. Eleições antecipadas

Independentemente da forma escolhida para o Brexit, a crise política em que o Reino Unido está mergulhado é tamanha que novas eleições parlamentares parecem inevitáveis. Todos os partidos políticos estão se preparando ativamente para isso. As eleições podem ser convocadas se o principal partido da oposição, o trabalhista, apoiar uma moção de censura, que até agora recusou, querendo excluir a hipótese de uma saída sem acordo.

O primeiro-ministro também fez duas tentativas de convocar as eleições, mas falhou por causa da falta de apoio da oposição. Para ele, essa eleição é a única chance de recuperar a maioria que ele perdeu gradualmente devido às deserções ou exclusões de deputados rebeldes.

5. Novo referendo

Esta é a opção defendida pelo Partido Trabalhista, o principal partido da oposição, e por dezenas de milhares de pessoas que saíram às ruas de Londres neste sábado. A ideia é apoiada pelo ex-primeiro-ministro John Major (conservador) e Tony Blair (trabalhista). O apoio da maioria dos deputados em um referendo, que poderia aumentar as divisões, está longe de ser a opção que seria escolhida. E as pesquisas não permitem traçar uma tendência clara quanto ao resultado.

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