Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020

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Polícia Criminosos que sequestraram médica em Erechim pediram resgate de R$ 2 milhões. A vítima foi libertada no Paraná

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A médica foi resgatada do cativeiro em Cantagalo (PR)

Foto: Polícia Civil/Divulgação
A médica foi resgatada do cativeiro em Cantagalo (PR). (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil gaúcha, em conjunto com as polícias de Santa Catarina e do Paraná, Polícia Rodoviária Federal e Brigada Militar, localizou o cativeiro e libertou a médica Tamires Regina Gemelli da Silva Mignoni, que havia sido sequestrada na última sexta-feira (16) em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul, enquanto saía do trabalho.

Ela foi libertada do cativeiro em Cantagalo, na Região Central do Paraná, a cerca de 32 quilômetros de Laranjeiras do Sul, cidade de origem da médica. Durante a operação policial, uma mulher e dois homens envolvidos no sequestro foram presos.

O crime ocorreu no momento em que a médica deixava a unidade básica de saúde localizada no bairro Aldo Arioli, em Erechim. A profissional, de 30 anos, passa bem. Ela chegou à residência do seu pai, o prefeito de Laranjeiras do Sul, Berto Silva, na madrugada desta quinta-feira (22).

Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais do RS, delegado Sander Cajal, os sequestradores realizaram contato com a família da vítima pedindo R$ 2 milhões pela sua libertação. Cajal destacou que o trabalho conjunto de várias instituições foi fundamental para o sucesso da operação, resultando no resgate de Tamires sem o pagamento do valor exigido.

Conforme a chefe de Polícia do RS, delegada Nadine Tagliari Farias Anflor, não há indicativo de que o crime tenha viés político pelo fato de a vítima ser filha do prefeito de Laranjeiras do Sul. “As investigações continuam e essa hipótese não é descartada, mas tudo leva a crer que o objetivo era patrimonial, em obter esse valor de forma ilícita”, afirmou.

Entre os presos, está o vigilante de um banco de Laranjeiras do Sul, que encontrava-se em licença-saúde, além de um taxista que ajudou nos deslocamentos durante o sequestro. Já a mulher presa teria o papel de cuidar do cativeiro. As investigações prosseguem para identificar outros indivíduos que teriam participado do sequestro.

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