Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

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Brasil Deputada do partido de Bolsonaro vai à Procuradoria-Geral da República contra o ministro do Turismo por causa de ameaça

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A deputada Alê Silva alegou "medo e angústia". (Foto: Divulgação)

A deputada Alê Silva, do PSL de Minas Gerais, foi à PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que ela disse que a ameaçou de morte. A representação criminal foi protocolada há pouco. Silva pediu que a PGR investigue o ministro, também do PSL, pelos crimes de ameaça e difamação.

“Ao receber notícia da ameaça, ao tomar ciência de que o representado estava disposto a parar a vida dele para acabar com a dela, a representante sentiu medo, angústia, não só por si, mas por sua família, pois é de conhecimento geral, tanto na região do Vale do Aço quanto na região do Vale do Rio Doce, que o representado anda em más companhias”, escreveu a deputada sobre o ministro do Turismo.

Em abril, ela disse à PF (Polícia Federal) que foi alvo de ameaça de morte, e em entrevista em vídeo afirmou temer sofrer um “acidente provocado” por Marcelo Álvaro. Alê Silva também citou as investigações do “laranjal mineiro” do PSL, em que dois assessores de Álvaro foram presos provisoriamente no mês passado.

Assessor

Preso no dia 27 de junho no âmbito da Operação Sufrágio Ostentação, que mira supostas candidaturas laranja do PSL, o assessor especial do Ministério do Turismo, Mateus Von Rondon, voltou a dar expediente normalmente no gabinete do ministro, Marcelo Álvaro Antônio, após a soltura.

Rondon ficou cinco dias encarcerado. Além dele, na ocasião também foram presos Roberto Soares e Haissander Souza, que atuaram como coordenadores da campanha do atual ministro para deputado federal em 2018. Os três foram indiciados pelos crimes de falsidade ideológica, uso indevido de verba e associação criminosa. O ministro não é investigado.

As prisões ocorreram no âmbito operação que apura um esquema de candidatas-laranjas nas eleições de 2018 com o objetivo de acessar fundos eleitorais destinados exclusivamente a campanha de mulheres. O assessor do ministro teria atuado no esquema fornecendo notas fiscais frias para justificar a retirada dos recursos públicos. À época, Álvaro Antônio presidia o PSL no Estado de Minas.

Rondon é o homem de confiança do ministro do Turismo. Ele tem um salário mensal de R$ 13.623,39, que continuou recebendo durante os cinco dias em que ficou preso, entre 27 de junho e primeiro de julho. De acordo com o Ministério do Turismo, a Consultoria Jurídica da pasta está realizando uma análise em precedentes do Supremo Tribunal Federal para avaliar e “cumprir o que determina a lei” sobre desconto de dias não trabalhados em casos de ausências justificadas por decisão judicial que impeça o trabalhador de exercer suas funções.

Sobre uma possível exoneração do servidor envolvido no escândalo, o Ministério do Turismo informou, por nota, que aguarda o andamento do processo judicial para não submeter o servidor a uma “condenação sumária sem garantir a ele o direito de ampla defesa”.

 

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