Terça-feira, 27 de Outubro de 2020

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Mundo Do Coliseu ao Vaticano, patinetes elétricos infestam Roma e incomodam moradores

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Meio de transporte individual se tornou ainda mais popular durante a pandemia, como alternativa a ônibus e metrô. (Foto: Reprodução)

Eles estão muito longe das antigas carruagens romanas imortalizadas no clássico filme “Ben-Hur” de 1959, mas os críticos dizem que eles podem ser tão perigosos quanto em mãos erradas. Milhares de patinetes elétricos estão enchendo as ruas de paralelepípedos do centro de Roma enquanto as pessoas buscam alternativas para o transporte público lotado em meio à pandemia de Covid-19.

Para encorajar a “micromobilidade” amiga do meio ambiente, as autoridades autorizaram oito empresas, incluindo a Lime e a Bird, a operar cerca de seis mil patinetes elétricos. Outros milhares estão a caminho, uma perspectiva que preocupa alguns moradores.

A prefeita Virginia Raggi incentivou a mobilidade elétrica na capital italiana, onde ônibus ocasionalmente pegam fogo devido à má manutenção e há estações de metrô fechadas há meses por causa de escadas rolantes quebradas.

Muitos romanos começaram a usar os patinetes para ir ao trabalho e os turistas gostam de deslizar do Coliseu até o Vaticano e pelas pontes sobre o Rio Tibre. Os veículos movidos a bateria também se popularizaram porque as colinas de Roma são muito íngremes para a maioria dos ciclistas.

A lei diz que eles não podem ser usados em calçadas, nem ultrapassar os 25 km/h nas ruas ou mais de 6 km/h em zonas de pedestres, além de estarem proibidos em ciclovias dentro dos limites da cidade. A idade mínima para o uso é de 14 anos, e os menores de 18 anos devem usar capacete.

Mas houve reclamações de direção perigosa e vários ferimentos envolvendo os patinetes. Alguns até foram vistos viajando no rápido e traiçoeiro anel viário da cidade.

“Eles violam todas as regras básicas de trânsito e estradas”, disse a moradora Carmen Golia. “Uma carteira de motorista regular deve ser exigida”. A polícia disse que, no mês de julho, aplicou multas de até 400 euros (R$ 2.556) a mais de 150 usuários. Os críticos dizem que isso é muito pouco.

Um aplicativo no smartphone do usuário localiza o patinete mais próximo, e o cliente é cobrado automaticamente, geralmente de acordo com a distância percorrida. Muitos são largados perto de monumentos antigos ou bloqueando calçadas, deixando alguns moradores chateados para resolver o problema com suas próprias mãos.

No início de setembro, uma mulher derrubou como dominó cerca de uma dúzia de patinetes estacionados na calçada em frente a um dos teatros mais famosos de Roma antes que a polícia a impedisse.

O número de patinetes deve crescer para cerca de 16 mil nos próximos meses. A Bird, que opera cerca de 2,5 mil deles em Roma, tem uma equipe para reposicionar os veículos mal estacionados, e a empresa permite que os usuários relatem má conduta e abusos.

“Se alguém violar as regras, enviamos um alerta. Se isso acontecer mais de uma vez, podemos impor multas ou bloquear a conta”, disse Cristina Donofrio, gerente geral da Bird para a Itália.

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