Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2020
O presidente norte-americano Donald Trump deixou na tarde deste domingo (4) o hospital militar Walter Reed, em Maryland, para onde foi levado depois de contrair a covid-19. Em um carro preto, sentado no banco de trás, ele acenou para apoiadores que fazia uma espécie de vigília no local. A equipe médica havia afirmado, mais cedo, que Trump receberia alta, caso o quadro clínico continuasse melhorando.
Em vídeo, publicado nas redes sociais minutos antes, o republicano agradeceu a equipe do hospital e disse que faria uma “pequena surpresa” a apoiadores. “Eu queria agradecer a equipe deste hospital incrível. O trabalho que fazem é totalmente fantástico. Eu encontrei militares e atendentes, que equipe! E também vamos fazer uma pequena surpresa, aos patriotas, para quem está aqui na frente”, afirmou ele, na ocasião.
O presidente Donald Trump anunciou que testou positivo para covid-19 no início na última sexta-feira (2), em mensagem publicada em redes sociais. A mulher, a primeira-dama Melania Trump, também está com a doença. Ele foi transferido para o hospital um dia depois.
Trump foi diagnosticado com o novo coronavírus em meio à sua campanha pela reeleição, em que enfrenta o democrata Joe Biden. A eleição está marcada para 3 de novembro. Ao longo da pandemia, Trump tem minimizado o novo coronavírus e frequentemente aparece sem máscaras em eventos públicos —ele, inclusive, ironizou Biden pelo uso de máscaras. Nas redes sociais, Biden diz que reza pela “saúde e segurança do presidente e de sua família”.
Pesquisa
Após o diagnóstico positivo de Donald Trump para Covid-19, o democrata Joe Biden abriu sua maior vantagem sobre o atual presidente em pesquisas de intenção de voto a um mês das eleições americanas. Entre os adultos que pretendem votar no dia 3 de novembro, consulta da Reuters/Ipsos feita nos dias 2 a 4 mostra que 51% apoiam Biden, enquanto 41% declaram voto em Trump. Outros 4% dizem optar por um terceiro candidato, e mais 4% se mostram indecisos.
Outra pesquisa feita pela NBC News/Wall Street Journal após o debate, mas antes da notícia da doença do presidente, dá uma vantagem de 14 pontos para Biden: 53% a 39%, o que representa um aumento de 8 pontos em relação à pesquisa anterior.
O levantamento Reuters/Ipsos apontou também que a maioria dos americanos acredita que Trump poderia ter evitado a infecção pelo coronavírus se tivesse levado a doença mais a sério. Trump foi internado na última sexta-feira (2) no Centro Médico Militar Walter Reed, perto da capital, Washington, por precaução, segundo a Casa Branca. A hospitalização deverá durar alguns dias e a Casa Branca descreveu sua situação como “preocupante”.
Apenas 34% dos entrevistados disseram acreditar que Trump vem falando a verdade a respeito da doença, enquanto 55% dizem que não; 11% dizem não ter certeza. Sobre a resposta do presidente americano ante a pandemia, 57% dizem desaprovar as medidas tomadas pelo governo, índice três pontos maior do que no último levantamento.
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