Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de abril de 2020
Durante reunião presencial com o governador Eduardo Leite na tarde desta terça-feira (7), líderes de entidades empresariais gaúchas defenderam a necessidade de reabertura gradual do comércio no Rio Grande do Sul, cujas atividades estão suspensas por decreto estadual (exceto para serviços essenciais) até o dia 15, a fim de conter a pandemia de coronavírus. Participou do encontro o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo (PP).
Os diretores da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens e de Serviços), Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul) e Lide (Grupo de Líderes Empresariais) entregaram um documento ao chefe do Executivo, com sugestões para análise.
Uma das ideias é a de que o comércio seja retomado aos poucos, mediante a observação de uma série de regras e cuidados especiais, tais como evitar a formação de filas, limitar o número de clientes em cada estabelecimento e adotar horários diferenciados. Após ouvir os argumentos, Leite reiterou que as ações preventivas têm por base dados em relação à disseminação da Covid-19 e a estrutura disponível na rede hospitalar.
Contraponto
Ele frisou que o cenário, até os últimos dias, era de muitas incertezas, em função do número reduzido de testes disponíveis, da enorme dificuldade encontrada por vários países para a compra de EPIs (equipamentos de proteção individual), e da insegurança em relação ao recebimento de cerca de 200 novos leitos de UTI equipados com respiradores do Ministério da Saúde.
Esse quadro, porém, apresentou leve evolução positiva nesta semana, ressalvou o governador. O Estado começou a distribuir os 49 mil kits de testagem recebidos do Ministério da Saúde, assinou parceria com a UFPel (Universidade Federal de Pelotas) para pesquisa envolvendo 20 mil testes e está firmando contrato com um laboratório e com universidades para ampliar a testagem e ter dados mais concretos sobre a evolução da doença em cada região.
Além disso, hoje houve a confirmação da disponibilidade de equipamentos de UTI para locação pelo Estado de empresa conveniada. “É um conjunto de dados que vai nos dar melhores condições de segurança para administrar a questão da política de distanciamento social, mas qualquer decisão sobre prorrogação ou não das restrições vai ser tomada, principalmente, com base nesses dois itens: monitoramento dos dados de contágio e o fortalecimento da estrutura hospitalar”, explicou o governador.
Outro dado importante mencionado é o nível de ocupação dos leitos, informação que exige a participação ativa de todos os hospitais que atuam no atendimento a pacientes da Covid-19, com o preenchimento diário de dados que permitam ao Estado controlar em tempo real a situação em cada município ou região e estabelecer medidas gerais ou específicas.
Curto prazo
A partir das próximas análises, feitas diariamente e debatidas com exaustão pelos comitês criados e pelo Gabinete de Crise, o governo do Estado terá novos subsídios para definir quais as medidas poderão seguir em curso ou serem alteradas a partir do fim dos prazos estabelecidos, entre as quais a questão do comércio, que por enquanto vigora até 15 de abril.
(Marcello Campos)
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