Terça-feira, 07 de Abril de 2020

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Mundo Em evento na Argentina, Evo Morales desiste de ato na fronteira com a Bolívia

Ex-presidente diz que agentes dos EUA poderiam prendê-lo se ele se aproximasse do território boliviano

Foto: Reprodução
(Foto: Reprodução)

Refugiado na Argentina após renunciar à Presidência da Bolívia, Evo Morales chegou às 8h desta quarta-feira (25) de Natal a um campo de futebol em Puerto Madero, em Buenos Aires, para um evento com crianças da comunidade boliviana.

Depois de fazer dezenas de selfies com pais e filhos, Evo conversou com a imprensa, na qual afirmou ter desistido da ideia de realizar, no próximo domingo (29), uma assembleia na fronteira da Argentina com a Bolívia, onde foi emitida uma ordem de condução coercitiva contra ele.

“Não vou poder fazer isso, os Estados Unidos vão encontrar um jeito de me prender se eu chegar próximo à Bolívia. Fomos desaconselhados por questões de segurança”, disse ele. “O encontro será aqui em Buenos Aires, no mesmo dia.”

No ato, pretende ouvir líderes para decidir quem será o candidato do MAS (Movimento para o Socialismo, partido do qual faz parte) nas eleições bolivianas que devem ocorrer no próximo semestre.

Entre os cotados estão o líder cocaleiro Andrónico Rodríguez e os ex-chanceleres Diego Pary e David Choquehuanca, além do ex-ministro de Economia Luis Arce. O escolhido não deve ser anunciado neste dia, mas o evento servirá para afunilar a lista de possíveis candidatos.

Questionado sobre a rapidez com que o governo brasileiro reconheceu Jeanine Áñez como presidente interina da Bolívia – após a então segunda vice-presidente do Senado se proclamar no comando do país –, Evo disse lamentar a atitude do presidente Jair Bolsonaro.

“Mas eu o entendo, porque há uma força muito perigosa atuando contra nós, que é a OEA [Organização dos Estados Americanos], e os países se sentem na obrigação de seguir o que a OEA diz, que houve uma fraude, o que não é verdade.” Evo disse ainda que o Brasil é um país amigo e que, quando seu partido voltar ao poder, as relações entre os países vizinhos seguirão “boas e democráticas”.

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