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Mundo Em Israel, quase metade da população já foi vacinada contra o coronavírus

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Para se vacinar em Israel, é preciso seguir critérios. (Foto: Reprodução)

Quase cinco milhões de israelenses, ou seja, 54% de sua população, já receberam duas doses da vacina Pfizer/BioNTech, a única administrada no Estado judeu, segundo as estatísticas publicadas nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Saúde.

Se for levado em consideração que outros 30% (menores de 16 anos) ainda não podem ser vacinados, na realidade quase 85% dos cidadãos e residentes suscetíveis de receber a vacina já estão protegidos.

País com 9,2 milhões de habitantes, que possui a campanha de vacinação mais intensa do mundo desde o final de dezembro, Israel conseguiu sair gradualmente do seu terceiro confinamento no início de fevereiro.

Agora, os israelenses começaram a deixar de usar suas máscaras ao ar livre. O governo eliminou a obrigação do uso do equipamento de proteção, embora seu uso continue obrigatório em espaços fechados.

“Ninguém entra nesta loja sem proteção”, explica Lior, funcionário de uma ótica no centro de Jerusalém, usando uma máscara de tecido preto na entrada do local. “Os dados oficiais confirmam que as infecções diminuíram muito”, reconheceu, “mas ainda não sabemos se uma nova variante do coronavírus pode nos afetar”.

Israel volta à vida de antes da pandemia, pelo menos da porta para fora. A supressão da obrigatoriedade das máscaras coincide com o levantamento das últimas restrições do sistema educacional: o retorno às aulas de todos os alunos do ensino fundamental e a eliminação dos grupos de bolhas e desmembramento das salas de aula.

O desafio enfrentado agora pelas autoridades sanitárias é garantir que os cidadãos continuem observando as normas de distanciamento físico e proteção em espaços fechados. “Todos temos que ter uma máscara no bolso para usá-la quando necessário”, alertou o coordenador nacional contra a pandemia, médico Nachman Ash.

O certificado de vacinação ou passe verde é a principal ferramenta à disposição dos responsáveis pela saúde pública. Esse salvo-conduto digital permite que os imunizados tenham acesso a hotéis, instalações esportivas, auditórios culturais, bem como bares, restaurantes e salões de festa.

E viajar sem necessidade de quarentena para países como a Grécia ou Chipre, que assinaram os primeiros acordos bilaterais de turismo, com a condição de apresentar um teste PCR negativo na chegada ao destino.

Israel, que registra 837 mil infectados e 6.340 mortes, viu uma diminuição da epidemia há várias semanas, com menos de 200 novos casos diários, contra mais de 10 mil no momento mais difícil da crise de saúde.

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