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Brasil Em São Paulo, o secretário da Educação defende a volta obrigatória das aulas presenciais

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Até o dia 21/02, os 425 mil estudantes do ensino privado retornarão às salas de aula, de forma presencial. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, afirmou, na tarde dessa segunda-feira (4), que defende que o retorno das aulas presenciais no Estado seja obrigatório, exceto em caso de alunos e profissionais que tenham atestado para provar que pertencem a algum grupo de risco para a covid-19. No entanto, o titular da pasta ressaltou que a definição sobre a obrigatoriedade cabe ao conselho, que vai se reunir para discutir o assunto no dia 13 de janeiro.

“Aquilo que o Conselho Estadual definir segue como regra. O conselho vai decidir se é obrigatório a presença do estudante. A ideia é que agora nós tenhamos a obrigatoriedade do retorno. Mas, aquele que tiver um atestado de que faz parte do grupo de risco, não precisará voltar, assim como os profissionais, se tiverem atestado médico também pode continuar fazendo o trabalho remoto”, explicou o secretário em entrevista.

No dia 18 de dezembro, o governo de São Paulo mudou o entendimento em relação ao retorno às aulas presenciais e incluiu a Rede Básica de Ensino como serviço essencial. Ou seja, mesmo em caso de regressão à fase mais restritiva do Plano São Paulo, a retomada das atividades permanecerá autorizada.

A previsão de retorno na rede estadual, segundo o secretário, é para o dia 1º de fevereiro. Além disso, o secretário disse que a volta às aulas não pode ser atrelada à vacinação de professores.

Recuperação

A Rede Estadual de Ensino iniciou, nessa segunda, as aulas de recuperação para alunos que não tiveram rendimento suficiente para conseguir a aprovação. As atividades também são direcionadas aos estudantes que, além de não terem conseguido nota para passar de ano, não atingiram 75% de presença.

A recuperação terá 25 aulas semanais, que podem ser realizadas nos turnos da manhã, tarde e noite. Os alunos que entregarem todas as atividades poderão ser aprovados para o próximo ano letivo.

Como será o retorno

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, a autonomia dos prefeitos fica mantida para vetar a volta presencial em suas cidades. No entanto, nos municípios onde for acatada a orientação estadual de retorno, todas as escolas deverão reabrir e a volta dos alunos será obrigatória. Pelas regras anteriores, cada escola possuía autonomia de decisão e a presença dos alunos era facultativa.

Se uma área estiver nas fases vermelha ou laranja do Plano São Paulo, as escolas da educação básica, que atendem alunos da educação infantil até o ensino médio, poderão receber diariamente até 35% dos alunos matriculados. Na fase amarela, elas ficam autorizadas a atender até 70% dos estudantes; e na fase verde, até 100%. O protocolo de retomada será de acordo com a fase, afirmou o secretário.

Devido à pandemia de covid-19, as aulas regulares presenciais estavam suspensas desde março, quando foi implantada a quarentena para prevenir a propagação do coronavírus.

No Estado, o governo autorizou o retorno em outubro, mas deu às prefeituras autonomia para decidir se deveria ou não liberar a volta.

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