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Geral Embaixada americana adia por duas semanas reajuste do valor do visto de turismo para brasileiros

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Imagem mostra a embaixada americana em Brasília. O novo preço passa a vigorar no próximo dia 17 de junho. (Foto: Divulgação)

A embaixada americana em Brasília confirmou, nesta terça-feira (30), que vai adiar por duas semanas a cobrança do reajuste no valor do visto de turismo para visitar os Estados Unidos. O novo preço passa a vigorar no próximo dia 17 de junho.

A taxa, que hoje é de U$$ 160 (cerca de R$ 800 pelo dólar a R$ 5,00), passará para US$ 185 (cerca de R$ 825). Também haverá aumento de US$ 190 (cerca de 950) para US$ 205 (cerda de R$ 1.025) em visto para outras categorias, como atletas, estudantes com intercâmbio e religiosos.

Tempo de espera

O tempo de espera para a emissão do visto de turista para os Estados Unidos é “inaceitável”. A definição é de Chris Thompson, CEO do Brand USA, órgão de promoção turística ligado ao governo federal americano. Segundo o executivo, o objetivo das autoridades responsáveis é conseguir, dentro dos próximos seis meses, normalizar o processo, estabelecendo um prazo máximo de até 30 dias para o viajante conseguir o visto.

A declaração foi dada no último dia 22, durante a abertura oficial do IPW 2023, o maior evento do setor de turismo norte-americano.

De acordo com Thompson, o assunto foi tratado durante uma reunião recente com os departamentos o Departamento de Estado e o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras, os órgãos responsáveis pela segurança e o controle migratório nos Estados Unidos.

“Conversamos muito sobre essa espera, que é inaceitável. O que ouvi deles e’ que o governo está trabalhando para normalizar o processo nos consulados em todo o mundo em até seis meses, e que a média de espera pelo visto seja de 30 dias”, disse. “Tudo o que nós, enquanto órgão de promoção, pudermos fazer para isso, faremos.”

Thompson reforçou que a lentidão está ligada à alta demanda represada durante a pandemia. Segundo ele, em nenhum outro momento da história os Estados Unidos emitiram tantos vistos quanto agora.

A emissão dos vistos, especialmente os que permitem a entrada de turistas (B1/B2) é atualmente um dos maiores gargalos que dificultam a viagem para os Estados Unidos. Nos serviços consulares no Brasil, por exemplo, a espera pela entrevista que antecede a liberação do documento ultrapassa um ano. Mas o problema atinge todos os grandes mercados emissores de turistas para os Estados Unidos que ainda não estão isentos de visto, como países da América Latina e a Índia.

Durante a apresentação, Thompson destacou o que ele considera ser a grande força do país enquanto destino: a diversidade de paisagens, culturas, culinárias e estilos de viagem. O país, que desde 12 de maio não exige mais que turistas comprovem vacinação contra covid-19 ou apresentem testes negativos para a doença, está em processo de recuperação de números de visitantes registrados antes da pandemia. Até o fim deste ano, por exemplo, o país deverá ter recuperado 96% da malha aérea existente antes da pandemia. Dados da US Travel Association mostram que o número de visitantes internacionais ainda é de 70% em relação a 2019.

“A previsão é que alcance os índices pré-pandemia em 2025. Mas eu sou otimista e acredito que conseguiremos isso no final de 2024”, afirmou Thompson.

A própria realização do IPW mostra um pouco dessa recuperação. A edição de 2023 da feira reúne mais de cinco mil pessoas, entre representantes de destinos e empresas nos EUA, agentes de viagens, operadores de turismo e profissionais da mídia de mais de 60 países. Até o encerramento do evento, a expectativa é que mais de 90 mil reuniões aconteçam nos corredores do Henry B. Gonzalez Convention Center, em San Antonio. A cidade no Sul do Texas, a sétima maior do país, recebe pela primeira vez o evento.

“É uma grande oportunidade para a cidade aparecer para o mundo. Poder contar com profissionais de viagens e jornalistas de diversos países é um momento de virada para nós”, disse o vice-presidente de Comunicação do Visit San Antonio, David Gonzalez. As informações são do jornal O Globo.

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