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Você viu? Entenda por que os árabes querem comprar o Burger King no Brasil

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Mercado brasileiro é o quinto maior no segmento globalmente e tem faturamento em expansão. (Foto: Reprodução)

O Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, não é o único com os olhos voltados para o fast-food no país. Os árabes apresentaram uma proposta para comprar uma fatia de 45,15% do Burger King no Brasil. Somando a participação de 4,95% que já detêm no negócio, caso o acordo seja fechado, assumiriam o controle da rede.

Para especialistas, o movimento do Mubala e de outros grandes grupos segue a máxima do mercado de que “enquanto uns choram, outros vendem lenço”. Desde o início da pandemia, o varejo no Brasil foi duramente atingido com as lojas fechadas e agora com a perda de poder de renda das família sugado pela inflação, o que deixa as empresas mais vulneráveis e até mais baratas. Para grupos estrangeiros, isso se torna um bom negócio.

“O tíquete-médio do fast-food no Brasil subiu 13% no ano passado e a previsão é que o faturamento cresça 28% neste, sem falar que o país é o quinto maior em consumo do segmento. Outro fator forte é que as pessoas passaram muito tempo em casa e o fast-food agora se torna uma opção de lazer”, pontua Ulysses Reis, coordenador do MBA de Gestão de Varejo da FGV.

Segundo Eduardo Yamashita, diretor de operações da Gouvêa Ecosystem, o movimento da Mabudala não é isolado. Há vários grupos estrangeiros monitorando o mercado e diversificando suas apostas.

“No mercado como um todo, as ações estão descontadas. As empresas mais expostas estão sendo mais penalizadas pelo mercado acionário e isso gera oportunidades”, diz Yamashita.

Para o consultor, mesmo com as dificuldades econômicas, o Brasil ainda é um país mais seguro ante outros no radar dos investidores, como China, Rússia e Índia.

Ativos depreciados no Brasil

O Mubadala ficou conhecido por ter investido na antiga holding de Eike Batista. Sob sua gestão estão US$ 284 bilhões em ativos espalhados por seis continentes. A oferta pelo Burger King foi feita por um de seus braços, o Mubadala Capital, que já investiu US$ 5 bilhões no Brasil.

Com forte atuação em infraestrutura, o fundo comprou uma refinaria da Petrobras, na Bahia. Também assumiu o controle do Metrô Rio e, no mês passado, entrou no setor de educação, ao adquirir uma faculdade de Medicina e um centro universitário nas baianas Salvador e Eunápolis, respectivamente.

Procurado, o Mubadala confirmou a oferta, mas não deu mais detalhes sobre a proposta. Em seu site, a Mubadala Capital diz que tem uma experiência significativa na área de alimentos e bebidas, tendo investido aproximadamente US$ 1,8 bilhão (R$ 9,3 bilhões) nos sete anos encerrados em 2021 no setor. Em outubro passado, comprou a K-MAC Enterprises, que opera mais de 300 restaurantes Taco Bell nos Estados Unidos e representa aproximadamente 4% de todo o sistema da marca.

“Estes grupos muito grandes raramente se concentram em um setor. Como faz o Mubadala, que tem muitos recursos, são diversificados geográfica e setorialmente e estão atentos ao timming de fazer a oferta. Existe percepção geral de que os ativos no Brasil estão depreciados”, observa o economista Cláudio Frischtak, à frente da Inter.B Consultoria

Aprovação incerta

O Banco Credit Suisse, porém, avalia que o negócio tem poucas chances de sair considerando as condições atuais. “No entanto, não descartamos que acionistas minoritários se reúnam para discutir e negociar melhores condições com a Mubadala”, diz relatório da instituição financeira.

Para os analistas do banco, como investidor financeiro exclusivo, a proposta da Mubadala está aquém do valor da BK, que mesmo diante da inflação, mantém “resultados operacionais sólidos impulsionados por maior alavancagem e eficiência operacional, além de ganhos contínuos de participação de mercado”.

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