Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Porto Alegre EPTC alerta para aumento do número de mortes no trânsito

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Fluxo de veículos diminuiu devido ao coronavírus.

Foto: Alex Rocha/PMPA
Fluxo de veículos diminuiu devido ao coronavírus. (Foto: Alex Rocha/PMPA)

O trânsito em Porto Alegre encerrou o primeiro trimestre de 2020 com 23 vítimas fatais, uma a mais do que nos três meses iniciais de 2019. Os dados foram divulgados na tarde desta quarta-feira (1º) pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), apoio do Programa Vida no Trânsito. Por outro lado, o mês de março foi igual ao mesmo período do ano passado, com oito mortes. Nem mesmo a menor circulação de carros nas ruas na segunda quinzena, em função da pandemia do coronavírus, diminuiu os números.

De acordo com os números da EPTC, das oito vítimas fatais em março (seis homens e duas mulheres), três casos ocorreram por atropelamentos, sendo dois por carros e um por caminhão; três casos aconteceram em razão de abalroamentos; um por choque de veículos e um por capotamento. As motos estiveram envolvidas em quatro acidentes fatais neste último mês. Não houve vítima fatal de pessoa idosa em março. Das 23 mortes em 2020 (janeiro, fevereiro e março), dez foram registradas por atropelamentos. E, das 23, as motos estiveram presentes em dez acidentes fatais.

O ObservaMOB (Observatório da Mobilidade), que analisa os dados de diferentes setores da EPTC, verificou uma redução de até 64% no número de veículos em circulação por dia na cidade, desde o início das medidas de restrição, em 17 de março, para evitar a propagação do novo coronavírus. Isso em comparação com o período de 7 a 13 de março de 2020, considerado a semana típica de referência.

O diretor-presidente da EPTC, Fabio Berwanger Juliano, demonstra preocupação com o quadro atual de acidentes graves na Capital. “Toda a sociedade está envolvida neste monumental esforço de tentar conter o avanço de casos de contaminação pela pandemia do coronavírus. Ao mesmo tempo, não podemos baixar a guarda, também, para outras ameaças à saúde pública, como é o caso da acidentalidade no trânsito. Até porque um acidentado pode vir a ocupar um leito que poderia receber um doente respiratório”, destaca.

Porto Alegre registrou 75 mortes ano passado e 23 em 2020. No trânsito, as medidas para redução de mortes acontecem principalmente por ações contínuas em educação e fiscalização, para conscientizar as pessoas, coibir o excesso de velocidade, entre outros abusos. Com as ruas mais vazias muitos motoristas ultrapassam os limites de velocidade. Berwanger ainda ressalta que as operações seguem diariamente, mas precisa do apo da população.

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