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Política Fabrício Queiroz posta foto com Bolsonaro e aliados e reclama de abandono

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Queiroz diz que se sente abandonado pelos amigos. (Foto: Reprodução)

Fabricio Queiroz, ex-assessor de gabinete do agora senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ), publicou hoje em um perfil nas redes sociais uma foto em que aparecem, junto com ele, o presidente Bolsonaro (sem partido), o assessor presidencial Max de Moura, o deputado federal Helio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Helio Negão, e Fernando Nascimento Pessoa, assessor de Flávio.

Na legenda, escreveu “É! Faz tempo que eu não existo pra esses três papagaios”. Queiroz ainda se referiu às pessoas na foto, sem dizer a quais dos quatro personagens que aparecem com ele na imagem ele se referia, como “águas de salsicha”. E concluiu: “Vida [que] segue”.

Moura, Lopes e Pessoa são considerados próximos a Bolsonaro. Pessoa, considerado braço do chamado “Gabinete do Ódio” no gabinete do filho mais velho do presidente, é investigado no inquérito das fake news. Em resposta a comentários feitos na publicação, Queiroz escreveu que há “falta de caráter”, sem detalhar a quem se referia.

Escreveu ainda, em resposta a outro comentário, que são “três pessoas ingratas” e que a crítica “não tem nada a ver com o presidente”. Em comentários contrários a ele, Queiroz respondeu que a publicação havia sido uma “armadilha para pegar esquerdistas” entre os amigos.

Caso Queiroz

O Ministério Público afirmou que Queiroz era o operador financeiro do suposto esquema da rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho do presidente na Assembleia Legislativa do Rio, quando Flávio era deputado estadual. No esquema, o parlamentar ficava com parte do salário dos assessores. O MP apontava Flávio como líder de uma organização criminosa e diz que Queiroz seria responsável por receber o dinheiro de outros assessores e fazer pagamentos para cobrir despesas do chefe.

No ano passado, o ex-assessor Fabrício Queiroz e a mulher dele, Márcia Aguiar, depositaram R$ 89 mil em cheques na conta bancária da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O nome de Michelle apareceu nas investigações pela primeira vez em dezembro de 2018. Quando o relatório do Coaf identificou as movimentações suspeitas na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, mostrou que Fabricio Queiroz tinha feito depósitos em cheque para Michelle Bolsonaro, que somavam R$ 24 mil.

Na época, o presidente Bolsonaro justificou as transferências. Disse que havia emprestado dinheiro a Queiroz e que os depósitos na conta da mulher eram parte do pagamento dessa dívida: “Não foi por uma, foi por duas vezes que o Queiroz teve dívida comigo e me pagou com cheques. E não veio para a minha conta esse cheque, porque simplesmente eu deixei no Rio de Janeiro. Não estaria na minha conta. E não foram R$ 24 mil; foi R$ 40 mil”.

Mas as movimentações financeiras de Queiroz revelaram que os depósitos em cheque na conta de Michelle somavam um valor maior: R$ 72 mil. Os extratos mostravam que a conta da primeira-dama começou a ser abastecida por Queiroz em 2011. Ele depositou pelo menos 21 cheques. Foram três cheques de R$ 3 mil em 2011; seis também de R$ 3 mil em 2012; e mais três cheques de novo de R$ 3 mil em 2013. Em 2016, há registros de nove depósitos que somavam R$ 36 mil.

Entre 2007 e 2018, os créditos na conta de Fabricio Queiroz somaram R$ 6,2 milhões. Desse total, R$ 1,6 milhão foram identificados como salários que ele recebeu como policial militar e assessor na Assembleia Legislativa. Outros R$ 2 milhões vieram de 483 depósitos de servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro. Havia ainda R$ 900 mil em créditos, em dinheiro, sem a identificação de quem depositou.

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