Terça-feira, 31 de Março de 2020

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Porto Alegre Uma idosa de 91 anos é a primeira pessoa a morrer por causa do coronavírus no Rio Grande do Sul

Paciente estava internada no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. (Foto: EBC)

Confirmada oficialmente na madrugada dessa quarta-feira (25), a morte de uma idosa de 91 anos colocou o Rio Grande do Sul no mapa brasileiro de casos fatais do coronavírus. Segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde) de Porto Alegre, ela estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Moinhos de Vento. Não foram divulgadas outras informações sobre a vítima ou forma de contágio pela qual contraiu a doença.

O óbito motivou uma manifestação do prefeito Nelson Marchezan Júnior em sua conta no Twitter. “Lamentamos muito, esperamos que nossas medidas possam evitar que isso seja uma constante em nossa cidade. Mas precisamos de todos. Isso não é uma questão, jurídica, ideológica. É uma questão fática e de saúde”.

Esse falecimento, ocorrido na noite de terça-feira, chama a atenção para o maior grau de vulnerabilidade dos indivíduos com idade a partir de 60 anos, no que se refere ao coronavírus. Não por acaso, trata-se de um segmento que está entre as prioridades de governos municipais e estaduais nas estratégias de enfrentamento da doença, cujo primeiro diagnóstico positivo no Estado foi oficializado no dia 10 de março.

Desde então, mais de 160 pessoas já tiveram confirmada a infecção, a maioria residente em Porto Alegre e diversas delas idosas.

Decretos

Em um cenário de desafios inéditos para Porto Alegre, a vida na cidade se reorganiza com o objetivo de desacelerar a transmissão do novo coronavírus. A publicação de 27 decretos assinados pelo prefeito Marchezan nos últimos oito dias tem por objetivo ampliar o distanciamento social, frear o contágio da doença e diluir a demanda pelas estruturas de saúde para salvar vidas.

As normas tratam de áreas como transporte público coletivo, educação, comércio de rua e shoppings, agências bancárias, padarias e restaurantes, limpeza urbana, eventos, restrição de funcionamento de equipamentos culturais e áreas condominiais, entre outros. E as ações se intensificam à medida que a situação epidemiológica é atualizada.

Como se proteger

Em caso de sintomas, a avaliação de um profissional de saúde é o primeiro passo do atendimento. Ela pode ser feita em sua unidade de saúde, nas unidades de turno estendido ou pelo seu médico de confiança. Você será orientado quanto à necessidade ou não de isolamento domiciliar, coleta de exames e outros procedimentos. Hospitais e unidades de pronto-atendimento devem ser acessados apenas em caso de dificuldade severa para respirar.

(Marcello Campos)

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