Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Justiça italiana mantém prisão cautelar de Carla Zambelli

Compartilhe esta notícia:

Deputada licenciada foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Deputada licenciada foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica

A Justiça italiana decidiu manter nesta terça-feira (18)  a prisão cautelar da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), rejeitando o pedido de sua defesa para conversão em prisão domiciliar.

A defesa da parlamentar havia questionado a prisão cautelar sob três alegações principais: a falta de condições de saúde adequadas para que a deputada aguarde o processo de extradição no cárcere italiano, a inexistência de um pedido internacional de prisão válido e a ausência de solicitação formal de extradição. O tribunal, porém, acolheu as manifestações da AGU (Advocacia-Geral da União) e afastou os questionamentos sobre a validade do procedimento.

Sobre a inexistência de um pedido internacional de prisão válido, a defesa argumentou que o mandado de prisão de Carla Zambelli era inválido pois a Difusão Vermelha da Interpol não seria um mandado de prisão internacional e não teria valor vinculante. Além disso, a defesa alegou que não havia um pedido do Brasil para prisão provisória ou outras medidas coercitivas dessa natureza.

A Corte rejeitou a argumentação da defesa, ao reconhecer que a prisão de Carla Zambelli pela polícia italiana foi correta, pois a prisão ocorreu em cumprimento a mandado emitido pelo Supremo Tribunal Federal, posteriormente objeto de uma Difusão Vermelha da Interpol.

Segundo a Corte, a Difusão Vermelha da Interpol, por si só, é considerada suficiente para fins de um pedido internacional de prisão provisória por muitos tratados, inclusive pelo tratado de extradição celebrado entre Brasil e Itália.

A Corte também reconheceu a validade de documentos apresentados pelo Brasil, segundo os quais as autoridades brasileiras, após a emissão da Difusão Vermelha, pediram aos representantes da polícia italiana na Interpol a localização e, de acordo com os procedimentos determinados na lei italiana, a prisão da parlamentar.

Contexto

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto. Após a decisão, deixou o Brasil e foi localizada em Roma, onde acabou presa em julho, após cooperação entre autoridades brasileiras e italianas.

A decisão desta semana reforça a solidez da atuação da AGU, em coordenação com o Ministério da Justiça e Segurança e Pública e o Ministério das Relações Exteriores, além do cumprimento rigoroso do Tratado de Extradição Brasil-Itália.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

3 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Vanderlei Stefani
19 de agosto de 2025 19:03

Zambetta já é uma carniça de extrema direita

Jose Oliveira
19 de agosto de 2025 19:11

a Valentona Se ferrouuuuu……..

Vanderlei Stefani
20 de agosto de 2025 00:57

A golpista permanece no cárcere
A Justiça italiana negou a conversão da prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) em domiciliar, mantendo a parlamentar brasileira presa cautelarmente. A decisão do Tribunal de Apelação de Roma, na Itália, ocorreu na última sexta-feira, 15.

A decisão foi embasada em documentos apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) que confirmaram a legalidade da prisão cautelar para fins de extradição.

Rio Grande do Sul tem terceiro maior crescimento do turismo no País no primeiro semestre
Ministro do Superior Tribunal de Justiça mantém prisão do influenciador Hytalo Santos
Pode te interessar
3
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x