Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Geral Mais uma estátua de Cristóvão Colombo é derrubada nos Estados Unidos

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Estátua de Cristóvão Colombo foi derrubada na cidade de Baltimore, na costa leste dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução/Twitter/@spencercompton)

Manifestantes derrubaram no sábado (4) mais uma estátua de Cristóvão Colombo na cidade de Baltimore, na costa leste dos Estados Unidos, em um novo episódio da onda de ataques contra monumentos ou estátuas de personagens históricos vinculados à escravidão e ao colonialismo.

A estátua de Colombo estava localizada no bairro de Litte, em Baltimore, os manifestantes demoliram com a ajuda de cordas, segundo imagens divulgadas pelo jornal local Baltimore Sun.

Desde 25 de maio, quando começaram os protestos pela morte do ex-segurança negro George Floyd, asfixiado por um policial branco em Minneapolis, os manifestantes derrubaram várias estátuas de personagens vinculados à história colonial ou às discriminação.

Em um dos casos fora dos EUA, em junho, a escultura do traficante de escravos Edward Colston, derrubada, arrastada e jogada em um rio por manifestantes de Bristol, na Inglaterra.

Outro exemplo foi a estátua de Cristóvão Colombo decapitada em um protesto em Boston, nos EUA; em Londres, onde o nome entalhado em um pedestal de Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido nas décadas de 1940 e 1950, ganhou o complemento “era racista”.

No dia 22 de junho, um grupo de manifestantes tentou derrubar a estátua de Andrew Jackson, sétimo presidente dos Estados Unidos, perto da Casa Branca.

Mais recentemente, o Museu de História Natural, em Nova York, anunciou que vai retirar a homenagem ao ex-presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que fica na frente da entrada principal do prédio. A figura do ex-presidente está acompanhada de um homem negro e um homem indígena, o que sinaliza a discriminações estruturais no país.

Durante discurso na Casa Branca para celebrar o Dia da Independência dos EUA, o presidente Donald Trump afirmou que o “American Way of Life” (Jeito Americano de Viver, em uma tradução livre) se faz presente desde a descoberta das Américas por Cristóvão Colombo em 1492 — embora os EUA tenham se tornado independentes somente em 1776, quase 300 anos depois.

“Juntos vamos lutar pelo sonho americano e lutar pelo ‘American Way of Life’, que começou em 1492 quando Colombo descobriu a América”, discursou Trump.

Trump criticou os manifestantes que destruíram de estátuas ligadas a figuras racistas ou dos tempos de colonialismo. Esses atos ocorrem em meio aos protestos antirracismo que tomaram os EUA desde a morte de George Floyd, um ex-segurança negro, em ação policial.

“Não importa nossa raça, credo ou religião: somos americanos, e colocamos a América [os EUA] em primeiro lugar”, afirmou.

No final de junho, Donald Trump assinou uma ordem executiva para proteger estátuas, memoriais e monumentos no país, após uma série de atos que derrubaram essas instalações. Segundo ele, quem desrespeitar as regras poderá ser punido com prisão.

“Prisão longa para esses atos sem lei contra nosso Grande País”, anunciou Trump no Twitter. As informações são da agência de notícias AFP.

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