Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

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Mundo Médicos britânicos estão testando uma formulação do anti-inflamatório ibuprofeno para ver se ele diminui a parada respiratória em pacientes com sintomas graves de coronavírus

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O teste envolve uma formulação particular de ibuprofeno, que pesquisadores disseram ter se mostrado mais eficiente do que o ibuprofeno convencional. (Foto: Reprodução)

Médicos britânicos estão testando uma formulação do anti-inflamatório ibuprofeno para ver se ele diminui a parada respiratória em pacientes com sintomas graves da covid-19.

O teste envolve uma formulação particular de ibuprofeno, que pesquisadores disseram ter se mostrado mais eficiente do que o ibuprofeno convencional para o tratamento da insuficiência respiratória aguda, uma complicação da covid-19. A formulação já tem licença de uso para outras doenças no Reino Unido.

“Se tiver sucesso, o valor deste teste para a saúde pública global será imenso, dado o custo baixo e a disponibilidade deste remédio”, disse Matthew Hotpot, diretor do Centro de Pesquisa Biomédica NIHR Maudsley.

O teste, conhecido como “Liberate”, será um estudo aleatório, e nos próximos meses até 230 pacientes devem ser recrutados.

Ele está sendo administrado pela Guy’s & St Thomas’ NHS Foundation Trust de Londres, o King’s College de Londres e a organização farmacêutica SEEK.

Em março, o ministro da Saúde francês disse que as pessoas não deveriam usar anti-inflamatórios como o ibuprofeno se tiverem sintomas da covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Mas agências reguladoras de remédios dos Estados Unidos, do Reino Unido e da União Europeia, além da Reckitt Benckiser, a fabricante do Nurofen, disseram não haver indícios de que o ibuprofeno agrava a covid-19.

Hidroxicloroquina

Um estudo feito com 821 pacientes dos Estados Unidos e Canadá não encontrou prova de eficácia do uso da hidroxicloroquina na prevenção da Covid-19. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (3) na revista científica ‘The New England Journal of Medicine’.

O estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, e mais cinco instituições canadenses observou também a incidência de efeitos colaterais nos pacientes que consumiram hidroxicloroquina, mas não houve relato de reações mais graves.

“A mensagem para levar para o público em geral é que, se você é exposto a alguém com Covid-19, a hidroxicloroquina não é uma terapia preventiva ou de pós-exposição eficaz”, disse David Boulware, um dos autores da pesquisa ao “The New York Times”.

A incidência de novos casos de infecção por coronavírus nos participantes não apresentou muita diferença entre os pacientes que receberam a hidroxicloroquina, os que receberam placebos e os que não receberam nada.

Este é o primeiro ensaio clínico controlado feito com o medicamento anti-malárico. A publicação diz que ao menos 87,6% dos voluntários relataram uma exposição de alto risco a um paciente portador do vírus Sars-Cov-2.

Profissionais de saúde e cuidadores

De acordo com os protocolos do estudo, os participantes foram escolhidos de maneira aleatória. Os pesquisadores deram prioridade a profissionais de saúde e cuidadores de pacientes com Covid-19 que tiveram contato inferior a dois metros e por mais de 10 minutos.

Os participantes foram recrutados através de um chamamento feito em uma rede social e, e segundo o “Washington Post”, receberam os medicamentos e placebos em casa sem saber qual haviam recebido.

Um placebo é como se chama o uso de uma substância inertes ou farmacologicamente inativas a um paciente para medida de comparação de eficácia em um teste de medicamentos.

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