Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

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Capa – Caderno 1 Messi mostra “estilo Maradona” na Copa América, com revolta e ataques

Craque argentino disse que Copa América estava ‘armada para o Brasil’. (Foto: Reprodução/Twitter)

Lionel Messi acionou o “modo Diego Maradona”. Embora ainda esteja longe das glórias do antigo camisa 10 com a camisa da seleção argentina, o craque do Barcelona se despediu da Copa América expondo um lado humano que surpreendeu durante toda a competição, com atitudes comparáveis às do histórico jogador alviceleste.

Fora o papel em campo no sábado (06), com assistência para Sergio Agüero abrir o placar na vitória por 2 a 1 sobre o Chile, na Arena Corinthians, o craque reclamou, revoltou-se e até boicotou a Conmebol.

A Argentina da Copa América apresentou um Messi nunca visto. O papel de líder se sobressaiu na comparação com a questão técnica. A faixa de capitão não bastou: Messi usou os microfones e o poder midiático para se posicionar e defender os interesses da seleção, que se viu prejudicada pela arbitragem e pela Conmebol diante de Brasil e Chile. No sábado, o craque sequer subiu ao gramado para receber a medalha de bronze na cerimônia promovida pela entidade sul-americana.

“Lamentavelmente, há muita corrupção, tivemos estas questões com os árbitros, ficamos com a sensação de que não nos deixaram ir jogar a final. Neste domingo (07) e contra o Brasil foram nossos melhores jogos e nos atrapalharam. Digo as coisas como tem que ser, venho aqui para ser sincero”, atacou Messi, expulso diante dos chilenos, sem conter a própria língua, como Diego Maradona.

Para Oscar Ruggeri, campeão mundial em 1986 com Maradona, o atacante do Barcelona teve o espírito de quem usa a braçadeira de capitão da Argentina. “É o capitão da seleção argentina e falou como tal, como capitão e responsável do grupo e disse o que sente realmente, o que passou e viveu. Foi totalmente sincero. Messi, mais que nunca, falou e disse as coisas que realmente acontecem”, afirmou Ruggeri.

Quem esteve no sábado na Arena Corinthians assistiu a aproximadamente apenas 40 minutos de exibição do craque da Argentina. O grande personagem da tarde em Itaquera conviveu com sentimentos distintos: a alegria ao receber carinho dos torcedores até no aquecimento, passando pela assistência para Sergio Agüero abrir o placar diante do Chile e, no fim, a revolta pela expulsão ainda no primeiro tempo por confusão com Gary Medel.

Assim como Maradona, Messi era atração. Mais do que uma disputa entre duas grandes seleções, o público se mobilizou para ver o jogador cinco vezes melhor do mundo na capital paulista. Houve relatos de torcedores que deixaram a Arena Corinthians assim que o árbitro paraguaio Mario Diáz de Vivar mostrou o cartão vermelho para a grande estrela do torneio.

O único alento para a despedida frustrante veio justamente deste público. Boa parte dos torcedores esteve em Itaquera para assistir ao argentino e misturou a revolta com a ação de Mario Diáz de Vivar com a ovação ao craque. O camisa 10 saiu do gramado ouvindo o seu nome: boa parte do estádio se manifestou em defesa ao jogador do Barcelona.

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