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Brasil O Ministério da Justiça contradiz fala de Bolsonaro

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Pasta afirma não ter repassado informações sigilosas ao presidente, que disse ter recebido "cópia" de investigação da Polícia Federal. (Foto: Alan Santos/PR)

O Ministério da Justiça afirmou não ter repassado ao presidente Jair Bolsonaro informações sigilosas de investigação da PF (Polícia Federal) sobre candidaturas laranjas no PSL. O caso envolve o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), que teve um auxiliar e dois ex-assessores presos na semana passada, em um desdobramento do inquérito.

A versão do ministério contradiz o próprio presidente, que em entrevista no sábado passado, no Japão, onde participava de reunião do G-20, afirmou ter recebido do ministro da Justiça, Sérgio Moro, uma “cópia do que foi investigado”. “Ele [Moro] mandou cópia do que foi investigado pela Polícia Federal para mim. Mandei um assessor meu ler porque eu não tive tempo de ler”, afirmou na ocasião.

O jornal O Estado de S.Paulo questionou, separadamente, o Ministério da Justiça e o Palácio do Planalto, se Bolsonaro recebeu cópia do inquérito da PF, que está sob sigilo. Os dois órgãos responderam com a mesma nota, que nega acesso privilegiado às informações ao presidente e diz apenas que ele foi informado sobre o caso.

“As notícias e informações sobre investigações e prisões temporárias do assessor do Ministro do Turismo foram amplamente divulgadas pela imprensa logo após as diligências. O Presidente da República foi igualmente informado dos fatos, não sendo verdadeira a afirmação de que o Ministro da Justiça e Segurança Pública teria ‘vazado’ a operação ou fornecido dados sigilosos ao Presidente. Ressalta-se que as informações repassadas não interferem no trâmite das investigações, que correm com total independência na Polícia Federal”, diz a nota.

Questionado se o presidente havia mentido ao dizer que recebeu cópia da investigação, o ministério não respondeu. Bolsonaro e Moro discutiram o caso na segunda-feira, em reunião no Palácio do Planalto. Após o encontro, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse que o presidente vai aguardar a conclusão das investigações da PF para decidir se mantém no cargo ou exonera o ministro do Turismo.

Conforme as investigações, o PSL, partido de Bolsonaro, que à época tinha o ministro como presidente em Minas, utilizou candidatas de fachada para acessar recursos de fundo eleitoral exclusivo para mulheres. Ele nega. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

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