Segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul “Não faz sentido considerar a tragédia no RS na política monetária”, diz o ministro da Fazenda

Compartilhe esta notícia:

Haddad comentou a ata da última reunião do Copom que traz detalhes sobre a decisão de interromper o ciclo de corte de juros.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nessa terça-feira (25) que a pressão inflacionária decorrente das enchentes no Rio Grande do Sul, citadas na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) como fonte de preocupação, afetam a inflação de curto prazo.

A Selic é a taxa básica de juros e, por conta disso, influencia diretamente todas as outras taxas da economia brasileira.

“E o horizonte do BC [Banco Central] é de mega e longo prazo. Não faz muito sentido levar em consideração o que está acontecendo em função do Rio Grande do Sul para fins de política monetária, porque o juro de hoje está afetando 12, 18 meses para frente”, declarou o ministro.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, por unanimidade, interromper o ciclo de corte dos juros básicos da economia – que vinha desde agosto do ano passado. A taxa Selic foi mantida em 10,50% ao ano.

Na ata da reunião, divulgada nesta terça, o Copom avaliou que “eventuais ajustes futuros” na taxa de juros, com possíveis aumentos na Selic, “serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”.

Questionado se isso significa uma indicação de que a taxa Selic pode subir nos próximos meses, para tentar conter o crescimento das expectativas de inflação, o ministro da Fazenda avaliou que o documento trata apenas da interrupção do processo de queda do juro.

“Eventuais ajustes se for necessário. Sempre vai acontecer, né? O que é importante frisar é que a diretoria [do BC] fala numa interrupção do ciclo [de redução dos juros]. E me parece que essa é uma diferença importante a ser salientada, tá bom”, afirmou Haddad.

Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o Banco Central sobre a decisão de manter a taxa Selic em 10,5% ao ano.

Em entrevista para a rádio “Verdinha”, de Fortaleza (CE), Lula lamentou os juros e falou que quem perde é o povo brasileiro.

“Foi uma pena que o Copom manteve os juros porque quem está perdendo é o povo brasileiro. Quanto mais alto os juros, menos dinheiro sobra para a gente investir aqui dentro [do Brasil]. A decisão do BC não foi investir no povo brasileiro, foi investir no sistema financeiro, nos especuladores que ganham dinheiro com juros”, disse Lula.

Em análise divulgada nesta terça, o Itaú avaliou que a ata do Copom trouxe, como esperado, “o racional para o fim do ciclo de flexibilização e, acertadamente, reforçou a mensagem de unanimidade na decisão”.

Disse, ainda, que, ao abordar o balanço de riscos para a inflação, “o tom das autoridades foi um pouco mais duro”. “Por ora, seguimos com a visão de que o Copom manterá a taxa Selic inalterada em 10,50% a.a. durante todo o horizonte de política monetária [de seis a 18 meses]. Mas nada nesta ata sugere que o próximo movimento da Selic será de queda”, avaliou o Itaú, em comunicado.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Jornada Internacional de Direito realiza evento em prol dos desabrigados do RS
Puxado pela agropecuária, PIB gaúcho cresce 4,1% no primeiro trimestre de 2024
Pode te interessar