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Política Ministro do Supremo diz que a invasão do Congresso dos EUA “deve colocar em alerta a democracia brasileira”

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Edson Fachin é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral

Foto: Carlos Alves Moura/STF
Edson Fachin é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. (Foto: Carlos Alves Moura/STF)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (07), em nota divulgada à imprensa, que a invasão do Congresso dos Estados Unidos “deve colocar em alerta” a democracia brasileira.

O prédio do Capitólio, sede do Congresso norte-americano, foi invadido na quarta-feira (06) por apoiadores do presidente Donald Trump. No momento, era realizada a sessão para a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral das eleições presidenciais de novembro.

“A violência cometida neste início de 2021 contra o Congresso norte-americano deve colocar em alerta a democracia brasileira”, afirmou Fachin. O ministro – vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – lembrou que o Brasil terá eleições presidenciais em 2022 e ressaltou que o resultado das urnas deverá ser respeitado.

“Em outubro de 2022, o Brasil irá às urnas nas eleições presidenciais. Eleições periódicas de acordo com as regras estabelecidas na Constituição e uma Justiça Eleitoral combatendo a desinformação são imprescindíveis para a democracia e para o respeito dos direitos das gerações futuras”, disse o ministro do STF.

Para Fachin, “quem desestabiliza a renovação de poder ou falsamente confronta a integridade das eleições deve ser responsabilizado em um processo público e transparente”. “A democracia não tem lugar para os que dela abusam”, disse o ministro.

Segundo Fachin, “na truculência da invasão do Capitólio, a sociedade e o próprio Estado parecem se desalojar de uma região civilizatória para habitar um proposital terreno da barbárie”.

O ministro também disse que, na estratégia para “minar” a Constituição, “intencionalmente desorienta-se pelo propósito da ruína como meta, do caos como método e do poder em si mesmo como único fim”.

“O objetivo é produzir destroços econômicos, jurídicos e políticos por meio de arrasamento das bases da vida moral e material”, afirmou.

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