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| Morte de passageira que contraiu covid a bordo tem afetado as viagens de navio nos Estados Unidos

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Mulher de 77 anos era uma das 27 pessoas contaminadas pelo coronavírus no Carnival Vista, no fim de julho. (Foto: Reprodução)

Com os casos de covid-19 provocados pela variante Delta, altamente contagiosa, em alta no mundo todo, os protocolos de saúde e segurança definidos para os navios de cruzeiro estão passando pela prova dos nove: ao longo de duas semanas entre o fim de julho e o início de agosto, 27 casos foram identificados a bordo do Carnival Vista, que zarpou de Galveston, no Texas (EUA). Desses, um resultou em morte.

Foi o maior número de infecções registrado em um navio desde junho, quando os cruzeiros foram retomados no Caribe e nos EUA — e o primeiro óbito.

Além da passageira, 26 tripulantes foram isolados imediatamente depois de receberem o resultado positivo para o exame. Foi feito o rastreamento de contatos e novos exames, sem que outro caso fosse registrado até 11 de agosto, quando o navio chegou ao porto da Cidade de Belize, na costa nordeste da América Central, segundo a empresa Carnival.

Embora a embarcação tenha saído do Texas, estado que proíbe as companhias e o comércio de exigir vacinação, mais de 96% dos passageiros tinham recebido as duas doses da imunização, como também toda a tripulação, com exceção de um único funcionário, segundo a agência oficial de turismo de Belize.

A maioria dos empregados estava assintomática ou apresentou sintomas leves — mas Marilyn Tackett, passageira de 77 anos do Oklahoma, teve de ser internada em Belize e intubada depois de complicações respiratórias. Dias depois, foi transferida para um hospital em Tulsa, onde recebeu tratamento; em 14 de agosto, porém, seu estado se agravou e ela acabou falecendo, segundo nota da família na página de um site de financiamento coletivo em que pediu ajuda para pagar o tratamento.

Os familiares se recusaram a comentar o incidente. “Sentimos muitíssimo pela morte da passageira do Carnival Vista”, pronunciou-se a Carnival Cruise Line em nota. A empresa afirmou ser altamente improvável que Marilyn tenha contraído o vírus a bordo do navio que zarpou de Galveston em 31 de julho, e que a idosa recebeu todos os cuidados a bordo antes de ser transferida. Entretanto, não realizou nem exigiu exames de quem embarcava para o cruzeiro.

Na semana passada, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) divulgou nova recomendação, alertando as pessoas com alto risco de desenvolver as formas mais graves da Covid-19 que evitem viagens de navio, vacinadas ou não.

Mas a Carnival não é a única a ver um aumento nos casos: no início do mês, seis passageiros do Adventure of the Seas, da Royal Caribbean, confirmaram o resultado positivo para a covid-19 a bordo.

A solução que ambas encontraram para esse novo pico foi introduzir a exigência de realização de exames pré-embarque para todos os passageiros. A Carnival também passou a exigir o uso obrigatório de máscara a partir de sete de agosto, independentemente da imunização, e proibiu o fumo no cassino.

“Os protocolos foram criados para flexibilização e adaptação. Isso foi feito aqui, no sentido de mitigar e minimizar a ameaça da covid-19, que está em todo lugar e assim continuará durante um longo tempo. Nunca sugerimos que os navios seriam imunes ao vírus, mas definimos medidas que cumprem e excedem as exigências do CDC. Continuaremos vigilantes, procurando oferecer aos nossos passageiros a melhor viagem possível”, disse Chris Chiames, diretor de comunicações da Carnival Cruise Line, em entrevista por telefone.

Segundo Michael Bayley, CEO da Royal Caribbean, sua empresa vinha confirmando, em média, de um a dois casos entre mais de mil passageiros semanalmente por embarcação:

“Mais de 90% já estão com a vacinação completa; devido à necessidade da realização de exames antes do embarque, de duas a dez pessoas ficam impedidas de embarcar a cada semana por causa do resultado positivo.”

Mas, em uma postagem para lá de sincera no Facebook em que comenta a situação atual da covid-19, ele escreveu: “O exame mostra a situação em determinado momento; se o passageiro ainda tem o vírus incubado, ele não vai aparecer. Geralmente, quem já está vacinado e se contamina não tem sintomas.”

Algumas empresas confirmam que houve cancelamentos por causa da preocupação com a disseminação da variante delta, mas muitos cruzeiros estão lotados até o fim do ano por conta da demanda reprimida.

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