Quarta-feira, 10 de junho de 2026
Por Emílio Papaléo Zin | 9 de maio de 2024
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Em todas as rodas, e mesmo pela imprensa local, tenho ouvido e lido que não é momento de indicar responsáveis pelos efeitos da tragédia que se abateu pelo Rio Grande do Sul e que virou notícia internacional.
É claro que a prioridade é salvar vidas e colocar em prática a reconstrução, no caso específico que trato aqui, de Porto Alegre. Neste sentido, merecem aplausos não só as iniciativas do poder público junto ao governo federal, mas essa legião de voluntários, doadores e colaboradores que se formou.
Digo que é hora de apontar culpados, pois se avizinham eleições municipais. O último prefeito que se ocupou do tema da prevenção dos efeitos das enchentes em nossa cidade foi Telmo Thompson Flores, cujo mandato foi de 1969 a 1975 e em cuja administração foi erguido o muro da Mauá.
Naturalmente a obra decorreu da grande enchente de 1941, mesmo que quase 30 anos depois.
De lá para cá, a prefeitura de Porto Alegre ficou sob a responsabilidade de diferentes ideologias e coligações político-partidárias.
De direita, esquerda ou centro, a verdade é que nenhuma das administrações que sucederam a de Thompson Flores apostou que “o raio poderia cair no mesmo lugar”, talvez seguindo a perversa lógica eleitoreira de que aumentar muros, trocar comportas, revitalizar diques ou rever sistemas de escoamento não possuem “glamour” e não geram dividendos nas urnas.
Pois bem. Não chego a outra conclusão que não seja a de que todos os prefeitos, sem exceção, a partir de 1975, são culpados pelo caos que atravessa nossa gente.
A culpa é diferente do dolo. Neste, há a intenção de prejudicar, o que, evidentemente não é o caso. Já a culpa, ocorre por ação ou omissão, onde mesmo sem desejar, alguém acarreta danos ao outro. Aqui estou falando na omissão, no absoluto descaso com o perigo que mora ao lado.
Alguém dirá: contra o ímpeto da natureza e seus fenômenos, não há o que fazer!
Ledo engano.
Quando se fala em “força maior”, devemos compreender sua exata definição. Em se tratando de fenômenos naturais, é tudo aquilo que, embora seja possível prever, é impossível evitar.
Furacões, tornados, tsunamis, terremotos e temporais, por exemplo, são manifestações da natureza que hoje, mais do que nunca, são passíveis de previsão. Isto é força maior.
Agora, uma enchente, que é consequência da força e do volume de água, seria plenamente evitável, caso adotadas as medidas cabíveis. Principalmente depois do triste exemplo de 1941.
As parcerias público-privadas estão na ordem do dia, e temos uma orla inteira para explorar economicamente em troca de contrapartidas que investissem em saneamento e segurança. Basta ter vontade política.
Nas próximas eleições vote em quem se comprometa, previamente, em garantir sua segurança.
Aos cidadãos de Porto Alegre, certamente, não interessa aumentar o já extenso rol de culpados.

(Emílio Papaléo Zin – Desembargador Federal do Trabalho)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Sim, investe o $ público na Orla e entrega pro privado, investe no Gasometro e entrega pro Privado, deixa 400 milhões no caixa do Dmae pra deixar pro privado!! Assim é fácil ser prefeito entregando tudo!! Num ponto concordamos, votar em quem cuide do povo. FORA MELO!!
Acredito que os culpados tem nome e sobrenome, os dois últimos prefeitos. Ao extinguir o antigo Dep, extinguiu-se a expertise, extinguiu-se o domínio da operação e manutenção do sistema de proteção contra as cheias. Deixaram de fazer os devidos investimentos na preservação do sistema de proteção contra as cheias. Aliados a isso, ainda falavam em derrubar o Muro da Mauá, até pouco tempo. Jogar a culpa na natureza, agora fica muito fácil.
Parafraseando o Gregório Duvivier: não é hora de apontar culpados. É hora de prendê-los. As duas últimas gestões foram péssimas para Porto Alegre. Precarizaram os serviços públicos, não se importaram com manutenções, um perdeu verbas para contenção de cheias e o atual prefeito sabia disso. Ineficiência, má vontade ou ódio por Porto Alegre? Fora Melo.
Plagiando a “Luciana Moura”, não é hora de apontar culpados, é hora de prende-los… Gestores do estado mínimo, descanso com as questões mais delicadas da Cidade. A culpa é deles sim: Melo e Marchezan.
Parceria público-privada, partes importantes no DMAE tercerizadas e sucateadas, não deram certo. Precisamos é de servidores públicos valorizados, prestando serviço pra cidade e não de empresas com funcionários ganhando salário mínimo, desqualificados e sem nenhuma estabilidade. Empresa privada depende de lucro e isso é dinheiro que não é investido na manutenção necessária.
Temos que usar do bom senso e criar mecanismos de freios e controle nstitucionais para impedir que o negacionismo enquanto prática da ideologia continue produzindo o resultado morte e prejuízos. Quanto a achar culpados, eles mesmos de apontaram através de vídeos gravados, projetos que aprovaram e de propostas que defendem que contrariam a ciência e estudos mas, que pela maioria de extra direita além dea destruição da estrutura do Estado que promovem para torna-lo incapaz de promover o bem estar social o bem comum. É importante a punição de responsáveis que por omissão ou açao ou pelo risco assumido dão… Leia mais »
É hora de auxílio, mas também é hora de identificar e investigar, pois o Marchezan perdeu verbas que poderiam ter evitado o alagamento de POA, assim como o atual prefeito, Melo, que não fez a manutenção, mesmo sendo avisado que deveria. Não é possível viver com o discurso de vamos esquecer quem privatizou, quem não designou o dinheiro para a manutenção, quem vendeu o verde para o concreto. É hora sim. É hora de planejamento que inclua respeito ao meio ambiente, buscar as pesquisas sérias sobre como construir respeitando o ambiente. É hora de valorizar os servidores públicos, que além… Leia mais »