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Mundo Nova York lança passaporte da vacina anti-coronavírus

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Excelsior Pass é espécie de passaporte sanitário que comprova vacinação contra covid-19 ou último resultado negativo para a doença. (Foto: Reprodução)

O estado de Nova York lançou o “Excelsior Pass”, uma espécie de passaporte sanitário que comprova a vacinação contra o coronavírus ou o último resultado negativo para a doença. É a primeira iniciativa do tipo nos Estados Unidos.

O aplicativo foi intensamente testado em sua versão beta e agora está disponível para todos os moradores. Ele funcionará com um QR Code e permitirá a entrada da pessoa em eventos de diversos tipos, como os culturais, mas o usuário terá total liberdade de optar para qual tipo de estabelecimento ele quer passar liberar sua entrada.

Segundo o governo, as informações usam a tecnologia blockchain desenvolvida pela IBM e quem acessar o QR Code terá apenas a informação se o acesso é válido ou não, sem maiores detalhamentos.

“O Excelsior Pass vai desenvolver um papel crítico em passar informações para eventos e locais em geral para um caminho seguro e alinhado, permitindo para nós acelerar a reabertura desse tipo de serviço e colocando-nos um passo mais próximo de alcançar a normalidade”, destacou o governador, Andrew Cuomo.

Medidas semelhantes já estão sendo adotadas em outros países. A China também implantou seu passaporte sanitário, mas com o objetivo de permitir viagens internacionais, e a União Europeia deve liberar a sua versão em 15 de junho.

Aumento de casos

Após semanas de declínio, os casos de coronavírus estão aumentando novamente nos Estados Unidos. As mortes ainda estão diminuindo, mas o país teve uma média de 61.545 casos diários na semana passada, 11% a mais do que a média de casos registrados por dia nas duas semanas anteriores. O aumento acontece apesar de a vacinação estar adiantada nos EUA, com 27,4% da população tendo recebido ao menos a primeira dose e a marca de 140 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas.

Os cientistas americanos previram semanas atrás que o número de infecções aumentaria novamente no fim de março, em parte por causa do aumento de variantes do coronavírus que circulam nos EUA. O crescimento das infecções também é resultado do fim das medidas restritivas em muitos estados, disse Anthony Fauci, principal conselheiro científico do governo Biden, à TV CBS.

“As variantes estão desempenhando um papel, mas não são unicamente as variantes”, explicou Fauci, lembrando que a maioria dos estados suspendeu as medidas de isolamento social, incluindo a proibição de restaurantes funcionarem em ambientes fechados, em resposta à queda nos números, relaxamento que o especialista chamou de “prematuro”.

Até quinta-feira (25), havia 8.337 casos conhecidos da variante do Reino Unido no país, mas o número real é provavelmente muito maior, já que os laboratórios fazem o mapeamento genético de uma proporção muito pequena dos casos diagnosticados. Ainda assim, a tendência é clara: a variante — que é mais transmissível e possivelmente mais letal — vem crescendo exponencialmente nos Estados Unidos, um aumento que foi mascarado pela queda generalizada de infecções.

Hanage se mostrou particularmente preocupado com a cepa britânica porque ela é pelo menos 50% mais transmissível do que o vírus original. Segundo ele, o ritmo acelerado das vacinações irá conter um pouco a maré de aumento dos casos, mas a maior imunidade na população pode ser compensada pela alta transmissibilidade da variante.

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