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Tecnologia O Instagram vai solicitar documento de identidade para usuários de “contas suspeitas”

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O serviço garante que as novas políticas não devem incomodar usuários normais. (Foto: Reprodução)

O Instagram anunciou, nesta quinta-feira (13), que a rede social adotará novas medidas para inibir a atividade de bots ou perfis fraudulentos. A partir de agora, a plataforma vai identificar contas com “comportamentos suspeitos” e requisitar o envio de uma versão digitalizada de um documento de identidade oficial com foto; caso se recuse, o internauta sofrerá uma redução no alcance de suas postagens e poderá até mesmo ser bloqueado.

O serviço garante que as novas políticas não devem incomodar usuários normais, e sim perfis que realmente demonstrem características questionáveis e que aparentam estar envolvidos em “comportamentos inautênticos coordenados” – como uma grande quantidade de seguidores de outro país diferente do seu ou sinais de automação.

Ao que tudo indica, o objetivo primário do Instagram é reduzir a incidência de desinformação e notícias falsas na rede social antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos. A política segue regras similares àquelas adotadas pelo Facebook, que já requisita que os responsáveis por operar páginas de grande audiência realizem uma checagem de identidade enviando um documento oficial.

Vale lembrar que, em 2016, um comitê investigativo da Rússia categorizou o Instagram como “a ferramenta mais efetiva usada pelo Exército Republicano Irlandês para conduzir sua campanha de operações de informação”, acusando o aplicativo de servir como palco para a disseminação de desinformação através de bots.

Processo

O Instagram foi acusado de coletar dados biométricos de usuários sem o consentimento deles e usar essas informações para criar uma base de dados para identificação de pessoas. A rede social, que pertence ao Facebook, é agora alvo de um processo sobre o caso nos Estados Unidos com base na lei do estado norte-americano de Illinois.

De acordo com a legislação, companhias que coletam dados biométricos em geral sem pedir a permissão do usuário devem ser banidas ou duramente penalizadas. Em julho, o próprio Facebook sugeriu o pagamento de US$ 650 milhões como acerto em um processo parecido em Illinois.

No caso do Instagram, o cálculo feito pela petição sugere um pagamento forçado de US$ 1 mil a US$ 5 mil por violação para até 100 milhões de usuários – ou seja, uma multa que poderia chegar a até US$ 500 bilhões na pena máxima.

E agora?

Apesar dos valores assustadores, o Instagram está tranquilo em relação à acusação. Segundo o Business Insider, que recebeu um comunicado da empresa, o processo não tem qualquer fundamento por um detalhe importante: o Instagram não utiliza nenhuma forma de tecnologia de reconhecimento facial, ao contrário do Facebook.

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