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Brasil O Itaú Cultural devolve obras roubadas da Biblioteca Nacional

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Trabalhos foram furtados em 2004. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Um acordo assinado nesta segunda-feira (3) oficializou a devolução de mais quatro obras do acervo do Itaú Cultural para a Biblioteca Nacional do Rio. Uma perícia confirmou que, assim como outras oito gravuras já devolvidas, os itens também foram roubados pelo maior ladrão de obras raras do País, Laérssio Rodrigues – hoje em liberdade, ele mesmo fez as denúncias por meio de cartas enviadas a jornais.

As quatro obras que vão retornar agora são três desenhos originais de Keller-Leuzinger e uma litogravura de Buvelot & Moreau.

As 12 obras furtadas constavam da “Brasiliana Itaú”, uma coleção de 2,8 mil itens. As oito localizadas em março já haviam retornado ao acervo do prédio histórico do Centro do Rio. Ficou a dúvida, no entanto, se mais alguma das 102 peças que foram objeto de exame pela Biblioteca Nacional havia sido furtada.

A pasta foi retirada do acervo para inspeção detalhada na Biblioteca Nacional em abril.

Oito meses depois do início das análises, os peritos afirmaram que, de 102 itens analisados:

4 foram devolvidas à Biblioteca Nacional;

41 tiveram análise inconclusiva;

32 não são da Biblioteca Nacional e voltam ao acervo do Itaú Cultural;

29 ainda estão em análise.

O coordenador de perícia da Fundação Biblioteca Nacional, Joaquim Marçal, disse que o grupo que ele comandou está trabalhando desde abril e explicou sobre as análises inconclusivas.

“A maioria das obras que recebemos é múltipla. São estampas, feitas a partir de uma matriz, e que são dezenas de cópias em sua maioria. Embora a gente encontre evidências de que as obras são nossas, para a gente avançar faltam informações”, avaliou Marçal.

Obras

Oito gravuras furtadas da Biblioteca Nacional em 2004 estavam expostas no Itaú Cultural, em São Paulo. O Itaú diz que não sabia da origem ilegal das peças, e as devolveu em março.

As obras, de autoria do alemão Emil Bauch, representam o Recife e foram impressas na Europa em 1852. O Itaú Cultural as comprou em 2005 de Ruy Souza e Silva, colecionador e ex-marido de Neca Setúbal, filha de Olavo Setúbal (1923-2008), ex-presidente do conselho e maior acionista do Itaú.

Em carta enviada ao jornal “Folha de S.Paulo”, Laéssio Rodrigues contou ter roubado as peças da Biblioteca Nacional e revendido para Souza e Silva.

Aumento do crime

Segundo Helena Severo, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, o crime de tráfico de obras de arte está aumentando de forma dramática.

“É um crime que quase atinge os patamares do tráfico de drogas e de armas, muitas vezes para a lavagem de dinheiro”, afirmou.

Segundo o delegado Paulo Teles, da Polícia Federal, as investigações vêm contando com a ajuda de Laessio Rodrigues de Oliveira.

“Temos uma lista de dezenas de obras roubadas que podem pertencer a outra instituições públicas: Jardim Botânico, Museu Nacional, Itamaraty, Arquivo da Cidade e Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo”, explicou Teles.

Ele disse que está buscando apoio. “Sem os corpos técnicos dessas instituições, vai ser difícil”, destacou.
Todos os que venderam essas obras para o Itaú, incluindo o pesquisador Ruy Souza e Silva, serão questionados.

 

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