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Brasil O Ministério da Saúde diz que a vacinação começa quando as doses chegarem às capitais

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A vacinação ficará a cargo exclusivamente do governo federal. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (13) que a vacinação vai começar pelas capitais do País, uma vez que aguardar a chegada do imunizante em todos os municípios do Brasil poderia atrasar muito o cronograma.

De acordo com o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, há um impedimento legal para que a distribuição das doses pelo País comece antes da autorização do imunizante por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que o governo brasileiro já acertou um envio de um avião à Índia para buscar 2 milhões de doses prontas da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), que serão entregues pelo Instituto Serum, uma das fabricantes do imunizante. A previsão do governo é começar a vacinação na quarta-feira, dia 20 de janeiro.

Segundo Élcio Franco, a campanha publicitária de vacinação já está sendo elaborada e deve ficar pronta em breve.

“Vai começar pelas capitais, eu não posso esperar chegar em 5570 municípios, 38 mil salas de vacinação para então ‘startar’ a vacinação. Vai começar quando chegar nas capitais, se ao mesmo tempo já tiver conseguido chegar também nos municípios mais próximos ou até em todos municípios, se a gente conseguir cumprir o prazo podemos começar em todos municípios de um estado. Mas os senhores conhecem a realidade do Brasil com seus 8,5 milhões de km²”, afirmou Franco.

Segundo o secretário executivo as desenvolvedoras da vacina só podem começar a enviar as doses para os estados após a decisão da Anvisa.

“É uma questão até legal. A vacina que não tem autorização está sob termo de guarda. Então ela está com o Butantan, mas não pode ser usada. O termo de guarda há responsável técnico que etá com a guarda dessa vacina, ele não pode usar a vacina, não pode distribuir, não pode lotear. A mesma coisa para a vacina que vier importada da Índia que ficará com termo de guarda na Fiocruz”, disse.

Questionado sobre o motivo de não começar a campanha por São Paulo e Rio de Janeiro, onde estão o Instituto Butantan e a Fiocruz, que detêm as doses da vacina,  Franco frisou que a intenção é que “ninguém fique para trás”.

“São Paulo e Rio não estão perdendo, o Brasil está ganhando”, disse.

O secretário afirmou que o ministério trabalha com diferentes cenários de doses disponíveis: 8 milhões, somando a quantia da CoronaVac (6 milhões)e da Vacina de Oxford importada da Índia (2 milhões); ou a disponibilidade de lote de apenas uma dessas duas. Diante disso, Franco explicou que o governo deve priorizar a imunização dos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à doença.

“Estamos aguardando ansiosamente a aprovação para uso emergencial e temporário das duas vacinas que foram solicitadas: o Instituto Butantan, a vacina produzida pelo laboratório Sinovac; e a Fiocruz, a vacina produzida pelo laboratório da AstraZeneca em consórcio com a Universidade de Oxford”, disse, complementando:

“A Anvisa aprovando no domingo, vamos começar a distribuição para as capitais e de lá o material é loteado, conforme os planejamentos estaduais que vão compor o plano nacional ela será capilarizada pelos municípios e vai para a Unidade Básica de Saúde. O simples aprovar da Anvisa não nos permitiria num estalar de dedos fazer a vacina chegar no posto de vacinação e começar.”

Seringas 

O Ministério da Saúde vai abrir nesta sexta-feira (15) novo pregão para aquisição de seringas. O Ministério informou ainda que, além disso, requisitou administrativamente mais 30 milhões de unidades da indústria nacional nesta semana. Em dezembro, a pasta já havia solicitado outras 30 milhões de unidades, totalizando 60 milhões de seringas.

A pasta informou ainda que, no dia 31 de dezembro, solicitou novo orçamento à Organização Panamericana de Saúde (Opas) para aquisição de mais 150 milhões de seringas e agulhas. Anteriormente, a pasta já tinha fechado uma compra de 40 milhões de seringas via Opas. A pasta demorou três meses para dar uma definição sobre essa compra e quando o fez optou pelo frete mais demorado, por via marítima.

“A ideia da aquisição externa é que ela fosse complementar à aquisição interna e mitigasse o risco de algum possível insucesso. Em dezembro houve revisão do preço, a informação e a opção pelo modal marítimo considerando que era um complemento à aquisição por pregão, com previsão do início das entregas em janeiro”, disse Franco sobre a primeira aquisição via Opas.

O secretário garantiu que o Brasil tem a quantidade de agulhas e seringas suficiente para fazer a imunização.

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