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Brasil O ministro Onyx Lorenzoni foi exonerado do cargo “a pedido”, mas reassume na terça-feira

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O mesmo ocorreu na ocasião com os ministros da Agricultura, Tereza Cristina, e das Comunicações, Fábio Faria, que também são deputados licenciados. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O ministro Onyx Lorenzoni foi exonerado, “a pedido”, do cargo, segundo decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União que circulou na noite da sexta-feira (26). Recém-empossado ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx está se “licenciando” do cargo para reassumir o mandato de deputado e apresentar emendas ao Orçamento. Na terça-feira (2), ele deve voltar ao ministério. No Orçamento de 2019, Onyx foi o único parlamentar que não indicou emendas entre os 513 deputados e 81 senadores.

A prática de exoneração dos ministros que têm mandato é comum quando há votações importantes para o governo federal. No final de janeiro, ainda titular do Ministério da Cidadania, Onyx foi exonerado do cargo para participar da eleição da presidência da Câmara e ajudar no esforço do Planalto de eleger seu aliado Arthur Lira (PP-AL).

O mesmo ocorreu na ocasião com os ministros da Agricultura, Tereza Cristina, e das Comunicações, Fábio Faria, que também são deputados licenciados. Eles foram todos exonerados em um dia e retornaram aos cargos de ministros após a eleição da Câmara.

Visita

O ministro-chefe da Secretaria-Geral das Presidências, Onyx Lorenzoni, rebateu as críticas feitas pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT), a respeito da visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Estado na sexta (26). Lorenzoni defendeu que as pessoas estão indo “voluntariamente” ao encontro do presidente e sugeriu que Camilo não é amado pela população cearense.

Parte da comitiva de Bolsonaro na visita, Lorenzoni disse que “o presidente vem para fazer o ato e voluntariamente as pessoas estão presentes. Elas vêm fazer o quê? Expressar o seu carinho por ele que é amado pela população brasileira. Talvez o problema do governador é que ele não é amado pela população do Ceará”. O govenador chegou a ser vaiado no evento desta sexta. “Fora, Camilo”, gritaram os apoiadores de Bolsonaro.

Onyx destacou ainda que o momento é importante para dar continuidade a “obras de governos anteriores que se serviam do povo brasileiro, trabalhavam com corrupção e falsidade”, referindo-se a ex-presidentes filiados ao PT, e aproveitou para questionar por qual motivo Camilo Santana “nunca se preocupou de, com o governo que ele apoiava (do PT), resolver os problemas da comunidade?”.

O ministro reforçou ainda que viu pessoas de máscara e tomando cuidados necessários durante o evento; entretanto as medidas como o distanciamento social estão sendo desrespeitadas durante a visita presidencial ao Estado.

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