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Brasil O prefeito de São Paulo cobra a saída do senador Aécio Neves, e a cúpula do PSDB se cala em jantar com 14 líderes

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Entre as acusações que pesam sobre Aécio, está a gravação na qual o tucano pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, controladora da JBS. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A discussão sobre permanecer ou abandonar o governo do presidente Michel Temer não foi o único momento da reunião do PSDB, em São Paulo, em que a cúpula tucana escolheu ficar em cima do muro. O constrangimento que a permanência do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na presidência da sigla tem imposto aos tucanos entrou no cardápio indigesto do encontro, mas a maioria dos presentes impediu que a discussão seguisse adiante.

Aécio é investigado em nove inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) e, desde que foi flagrado em uma gravação com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões, está afastado da presidência do PSDB. Entretanto, a falta de uma solução definitiva para a situação dele na hierarquia do partido tem sido alvo de queixas de diversos tucanos. Um deles é o prefeito de São Paulo, João Doria, que, mais de uma vez, pediu publicamente a saída de Aécio da direção da legenda.

Na noite de segunda-feira (10), ele fez a mesma defesa para Aécio e outras 14 lideranças do partido na sede do governo paulista. Conforme relatos ouvidos pelo jornal O Globo, Doria, depois de fazer elogios a Aécio, disse que uma saída definitiva do senador da direção do PSDB seria um gesto de atitude bem-vindo para reduzir o desgaste que a situação tem imposto à legenda.

Aécio reagiu dizendo que cada questão deveria ser discutida a seu tempo. Um outro senador se juntou ao mineiros e disse que não era o momento oportuno para o assunto. Sem mais comentários, a discussão foi encerrada antes de iniciar.

Doria negou na terça-feira (11) ter tratado o assunto no encontro, assim como o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati. Em entrevista ao fim da reunião, Tasso anunciou que o partido deverá antecipar para agosto uma eleição interna para definir o substituto de Aécio e demais dirigentes.

“Em agosto vamos fazer uma nova convenção que não vai ser só a eleição de uma nova Executiva mas vai haver ampla discussão sobre o futuro do partido”, disse Tasso. (Silvia Amorim/AG)

 

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