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Mundo Onze milhões de meninas correm o risco de não voltar à escola devido ao coronavírus

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A educação das meninas em todo o mundo “lamentavelmente permanece muito desigual”, dizem autoridades

Foto: Reprodução
A educação das meninas em todo o mundo “lamentavelmente permanece muito desigual”, dizem autoridades. (Foto: Reprodução)

Onze milhões de meninas em todo o mundo correm o risco de não voltar à escola quando as restrições pela Covid-19 forem levantadas, alertou na quinta-feira (15) a diretora-geral da Uesco, Audrey Azoulay, em uma viagem à RDC (República Democrática do Congo).

“Lançamos uma campanha de comunicação sobre a necessidade de que as meninas voltem para a escola”, disse durante uma visita a uma escola secundária em Kinshasa, três dias após o início do ano escolar no país.

A educação das meninas em todo o mundo “lamentavelmente permanece muito desigual”, disse a ex-ministra francesa da Cultura, desatacando que sua educação e seu acesso à escola é uma prioridade para a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Ao seu lado, o ministro congolês da Educação Primária e Secundária, Willy Bakonga, convidou a Unesco a apoiar a educação primária pública gratuita implementada pelo presidente Félix Tshisekedi desde setembro de 2019 na RDC.

Essa medida permitiu que mais de quatro milhões de crianças se integrem ou reintegrem no sistema educacional, segundo o ministro. Elogiando essa reforma “muito ambiciosa”, Azoulay destacou que, no entanto, há “enormes problemas em relação à infraestrutura, ao número de escolas, formação dos professores e também à capacidade de financiar seus salários”.

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