Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2015
O rompimento formal do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo da presidenta Dilma Rousseff fez com que integrantes do Palácio do Planalto considerassem o momento atual como “uma crise institucional gravíssima”.
O termo foi definido após a confirmação da ruptura – uma reação do parlamentar, que culpa o governo pelo que chama de ação orquestrada da Procuradoria-Geral da República para que o lobista Julio Camargo dissesse que pagou 5 milhões de dólares em propina para ele.
Até então, o lobista, investigado na Operação Lava-Jato e que virou delator, negava ter passado suborno a Cunha. Após o anúncio oficial do rompimento, na manhã de sexta-feira, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Edinho Silva (Comunicação Social) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) discutiram uma reação ao posicionamento do peemedebista.
A ordem era a de não tensionar ainda mais a relação com o presidente da Câmara, tom adotado em nota divulgada pelo Planalto. Nos bastidores, o entendimento é de que o Executivo já estava fragilizado com o ativismo de Cunha no comando da Casa, somado ao desgaste pela crise econômica e às denúncias de corrupção da Lava-Jato, envolvendo petistas, aliados e integrantes do governo. (Folhapress)
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