Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Flavio Pereira | 27 de junho de 2020
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, continua defendendo que as novas parcelas da prorrogação do auxílio emergencial se mantenham no valor de R$ 600. O propósito é desgastar o governo federal junto aos beneficiários do programa. O ministro Paulo Guedes, da Economia, já sinalizou que os cofres públicos não suportariam esse valor, que equivale por mês, ao orçamento de um ano de todo o Bolsa Família. O Palácio do Planalto anunciou que vai enviar ao Congresso, a proposta de prorrogar o coronavoucher por três meses, com valores de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.
Governador gaúcho entra na polêmica do Caso Queiroz
Aliado do colega paulista João Doria, que poderá disputar a sucessão de 2022 contra Jair Bolsonaro, o governador gaúcho, Eduardo Leite, em entrevista à revisa IstoÉ, resolveu palpitar na polêmica do Caso Queiroz. Comentou que a prisão de Fabrício Queiroz, ocorrida há oito dias, é “um fato gravíssimo” com a proximidade do presidente Jair Bolsonaro. Afirmou: “sem dúvida nenhuma, é um fato gravíssimo que chega muito perto do presidente e precisa de esclarecimentos. Se não há condenação automática, e não deve haver, menos ainda há absolvição (automática). Há muito o que se esclarecer”.
Mercado Livre em Santa Catarina
O governador gaúcho tenta desviar o foco de um tema forte no Rio Grande do Sul que pode marcar sua atuação: a perda, para Santa Catarina, do Centro de Distribuição da Mercado Livre que seria instalado em Gravataí, projeto com investimento estimado em R$ 450 milhões em cinco anos, e geração de 500 empregos diretos. O governo catarinense foi mais ágil na alteração do regime tributário solicitado pela Mercado Livre e ganhou a parada.
Críticas na Assembleia Legislativa
A Comissão de Economia da Assembleia gaúcha realizou uma audiência pública nesta sexta-feira para debater a perda da Mercado Livre para Santa Catarina. O prefeito de Gravataí, Marco Alba (MDB), não poupa o governador Eduardo Leite por não ter agido para desatar o nó burocrático da Secretaria da Fazenda: “o governador, na verdade, não levantou da cadeira quando devia e quando levantou já era tarde demais para levantar. O governador não é um ser supremo, por isso devia descer do seu pedestal. Saia da sua arrogância e peça desculpas pelo menos para Gravataí, se não quiser pedir para o Rio Grande, reconheça seu erro”, disse. Marco Alba está convicto de que “se o investimento fosse em Pelotas, o governador teria levantado da cadeira”.
Aumentam óbitos por doenças cardiovasculares
Enquanto há uma ideia forçada pelo terrorismo midiático de que no Brasil inteiro as pessoas morrem apenas por coronavírus, os cartórios de registro civil alertam para o aumento de 31% no número de mortes por doenças cardiovasculares entre 16 de março, quando os Estados começaram a decretar a quarentena por causa da pandemia da Covid-19, a 31 de maio, em comparação com o mesmo período de 2019.
O presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Ricardo Costa, revela que nas primeiras semanas de abril, “observamos uma redução em torno de 70% na realização de procedimentos de emergência como a angioplastia”.
Mapa do Covid piora no Estado
O levantamento desta sexta-feira do governo gaúcho mostra um piora no número de regiões sob bandeira vermelha, que exigem maiores restrições da circulação de pessoas, e da atividade econômica. Passou de quatro para nove. A situação ganhou contornos críticos sobretudo na parte nordeste do território gaúcho, onde as restrições agora se espalham por Caxias do Sul, Erechim, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo e Canoas. Santo Ângelo, nas Missões, completa a lista das regiões em estado de alerta.
As manchetes erradas
As manchetes de algumas mídias, que quase comemoram diariamente números expressivos de mortes por coronavírus, sugerindo responsabilidade ao Governo Federal, não levam em conta que esse número de óbitos, que infelizmente aconteceram, é soma de registros atrasados de até 50 dias. Quando são lançadas num único dia, como tem ocorrido, causam pânico na população.
O propósito político nesta forma de contabilizar os óbitos, acaba desrespeitando as famílias enlutadas.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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