Sexta-feira, 16 de Abril de 2021

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Rio Grande do Sul Para evitar um colapso na saúde, a cidade gaúcha de Alegrete determinou toque-de-recolher

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Medida entrou em vigor na noite desta sexta-feira. (Foto: Prefeitura de Alegrete)

Após se reunir com o comitê local de gestão sanitária, o prefeito de Alegrete (Fronteira-Oeste), Márcio Amaral, emitiu um decreto determinando toque-de-recolher, na tentativa de conter o avanço da pandemia de coronavírus. A medida entrou em vigor às 21h desta sexta-feira (20), mesmo dia em que a região recebeu do governo gaúcho a bandeira vermelha (alto risco) no novo mapa preliminar do distanciamento controlado.

Depois desse horário, ninguém poderá sair à rua, exceto em situações de urgência ou para deslocamentos essenciais. Também estão vetados esportes coletivos, treinos de laço e ensaios de invernadas. Já os estabelecimentos do segmento de alimentação só poderão ser funcionar por meio de tele-entrega.

O cumprimento da ordem ficará a cargo de uma equipe de fiscais da administração municipal. Esse controle contará com o apoio de integrantes da Guarda Municipal e BM (Brigada Militar).

De acordo com o chefe do Executivo, a expansão local da pandemia, com elevado número de casos diários na cidade e a lotação máxima de UTIs [Unidades de Tratamento Intensivo] para pacientes necessita de “uma resposta à altura”, a fim de evitar o colapso no sistema de saúde alegretense.

“Precisamos que todos façam a sua parte, para mudarmos essa realidade em nosso município”, frisou durante entrevista coletiva no início da tarde, antes da divulgação da nova rodada do distanciamento pelo Comitê de Crise do Palácio Piratini. “Seguiremos fazendo a nossa e tudo o que for preciso para cuidar das pessoas.”

O mais recente boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual da Saúde) detalhou que Alegrete tem, desde março, 1.264 testes positivos de coronavírus. Já os óbitos por Covid totalizam 20 habitantes da cidade.

Rosário do Sul

Desde a noite de quinta-feira (19), Rosário do Sul (Fronteira-Oeste) está em regime de fechamento total (“lockdown”) de todas as atividades não essenciais do município no período. A medida foi determinada em decreto da prefeitura, devido à piora nos indicadores locais da pandemia, e tem vigência até as 6h desta segunda-feira. O mesmo será feito de 27 a 30 de novembro.

Estão autorizados a funcionar sem restrição de horário somente serviços de saúde como clínicas médicas, veterinárias e odontológicas (em regimes de urgência e emergência), hospital, postos e unidades básicas de saúde ou de pronto-atendimento, além de farmácias, somente para venda de medicamentos. Também não poderão ser estacionados veículos em pontos específicos, dentre outras medidas.

Também foram consideradas como serviços essenciais empresas de distribuição de gás, postos de combustíveis, serviços funerários, cemitérios, forças de segurança pública, setor do agronegócio, oficinas mecânicas, serviços de transporte e meios de comunicação.

Para outros segmentos, foi imposto horário especial. É o caso de mercados, padarias e similares, liberados para manter portas abertas entre 8h e 20h, desde que limitando o número de clientes a uma pessoa por família. Distribuidoras e revendedoras de bebidas alcoólicas e assemelhados, por sua vez, podem funcionar até às 20h, assim como lanchonetes, restaurantes, traillers e afins.

Outra medida determinada pelo decreto municipal de “lockdown” em Rosário do Sul é o toque-de-recolher: em locais públicos como praças e calçadas, a permanência de pessoas está proibida na faixa de horário das 22h às 6h.

Quem descumprir o decreto estará sujeito desde a advertência até multa, cujo valor poderá dobrar para casos de reincidência. No caso de estabelecimentos comerciais, as punições previstas incluem interdição ou mesmo a perda do alvará de operações.

(Marcello Campos)

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