Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020

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Brasil A Petrobras aprovou reajustes de 2,3% na gasolina e de 1,9% para o diesel

A queda do preço nas refinarias não significa redução no valor cobrado nas bombas. (Foto: Divulgação)

A Petrobras autorizou nesta segunda-feira alta de 2,3% para a gasolina e aumento de 1,9% para o diesel nas suas refinarias, a partir desta terça-feira, devido principalmente ao aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado internacional, informou a empresa em nota à imprensa.

A decisão foi tomada pelo GEMP (Grupo Executivo de Mercado e Preços), que antecipa suas reuniões periódicas quando o reajuste dos combustíveis varia mais de 7% para cima ou para baixo no período aproximado de um mês.

Em um mês, o preço da gasolina nas refinarias já acumula aumento de mais de 9%. Em novembro, há elevação de 6,6%, após alta também de 6,6% em outubro.

O reajuste se refere aos preços para as refinarias. O repasse ou não do aumento para o consumidor final depende dos postos de combustíveis. Na semana passada, o valor dos combustíveis nas bombas voltou a subir, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Motivos

“O reajuste foi causado principalmente pelo aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado exterior, influenciado pela geopolítica internacional, assim como pela continuidade da política de contenção da oferta pela Organização dos Países Produtores de Petróleo”, disse a Petrobras.

Além disso, verificou-se uma depreciação do valor do real frente ao dólar, acrescentou a empresa.

A avaliação dos representantes do GEMP é que a política de preços definida pela Petrobras, de reajustes quase que diários pela área técnica, tem sido capaz de garantir a aderência dos preços praticados pela companhia às volatilidades dos mercados de derivados e ao câmbio.

Excedente

A Petrobras pretende divulgar em cerca de 30 dias suas estimativas com relação ao volume de óleo e gás recuperável na área de pré-sal relativa ao contrato da cessão onerosa. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a empresa confirma haver volume excedente aos 5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) adquiridos pela estatal no contrato e que esses volumes além do previsto são uma oportunidade para a conclusão de um acordo com a União relacionado ao pagamento à companhia no processo de revisão do contrato.

“A Petrobras considera que a existência de volumes excedentes nas áreas sob cessão onerosa constitui oportunidade para ambas as partes, governo e Petrobras, construírem um acordo relacionado ao ressarcimento à Petrobras no processo de revisão do contrato. Desta forma, visando embasar uma eventual negociação relacionada ao pagamento na forma de direitos sobre os volumes excedentes, a Petrobras está complementando sua avaliação acerca desses volumes, através de uma opinião da própria [certificadora] DeGolyer and MacNaughton, que estará disponível em aproximadamente 30 dias”, informou a estatal em comunicado ao mercado.

Na última sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgou suas estimativas de volume excedentes na área da cessão onerosa. De acordo com a autarquia, com base em relatório feito pela certificadora Gaffney, Cline & Associates há um volume recuperável de óleo e gás na região de 6 bilhões a 15 bilhões de boe, além dos 5 bilhões de boe adquiridos pela Petrobras.

A Petrobras informou que, com as informações adquiridas por meio da perfuração de mais de 50 poços e de testes de produção de longa duração, ao longo dos últimos sete anos, desde a assinatura do contrato da cessão onerosa, é possível concluir que há volumes superiores aos 5 bilhões de boe contratados originalmente pela companhia. A estatal acrescentou que contratou a elaboração de laudos para apresentar as suas estimativas.

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