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Carlos Roberto Schwartsmann Placebo: O melhor dos remédios!

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(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O termo PLACEBO vem do latim: PLACERE que significa “AGRADAR”.

É um medicamento fictício, inofensivo, falso e que reconhecidamente não tem efeito terapêutico, mas atua psicologicamente pela crença do paciente do seu funcionamento. Pode ser uma técnica ou algum tipo de terapia.

O efeito placebo foi registrado pela 1ª vez em 1946 por Vellinek que tratando 199 pacientes com cefaleia obteve alívio dos sintomas em 120 que tomaram comprimidos que não tinham nenhum ingrediente ativo.

O placebo pode ter efeito positivo ou negativo.

É positivo quando o paciente reconhece alguma melhora. Se ocorrer algum efeito colateral desagradável é conhecido como Nocebo.

Existem várias teorias que tentam explicar a fisiologia do placebo.

Quando alguém toma uma pílula de farinha ou açúcar e acredita que é um medicamento eficaz surge a expectativa da melhora que modula processos cerebrais que regulam níveis humorais, hormonais, inflamatórios e até imunológicos. Isto pode produzir alívio de dor, diminuição da inflamação e aumentar a sensação de bem-estar! Várias experiências comprovaram sua eficácia nas enxaquecas, nas dores abdominais, na cólica menstrual, no cólon irritável, na psoríase, na artrite reumatoide, no lúpus e no Parkinson.

Na metodologia científica o efeito placebo é primordial. Serve como base de comparação da eficácia de novas drogas ou tratamentos. Na investigação de um novo medicamento é preciso compará-lo ao placebo, pois qualquer medicamento pode ter um efeito placebo não relacionado a sua ação.

A eficácia do novo fármaco é determinada pela diferença do efeito do medicamento com a do placebo. Na análise estatística ela deve ser significativamente maior. Quanto maior for a diferença, mais eficaz será o remédio.

Sempre se deve considerar que o resultado obtido com um placebo é altamente influenciado pela expectativa do paciente. Ele pode ser potencializado pelas ações dos médicos, dos familiares, do ambiente hospitalar e principalmente pela própria motivação do enfermo.

Para tentar evitar qualquer tipo de influência, em muitos estudos, nem os investigadores, nem os participantes devem saber se foi testado o real medicamento ou o placebo. Por isso esta pesquisa é chamada de ensaio duplo-cego.

Sabidamente é impossível obter alguma evidência científica de que o placebo funcione! Ele é inerte, não tem nenhuma substância ativa, mas funciona!!!

Como o placebo atua em todas as patologias, desde as psicológicas até as mais orgânicas, como o câncer, ele pode ser considerado o melhor remédio que está ao dispor dos médicos. É necessário saber usá-lo!!!

Unidos, o placebo e a mente, podem levar a cura!!!

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