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Rio Grande do Sul Polícia Federal deflagra operação de combate a desvios de recursos da saúde no Rio Grande do Sul

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A estimativa é de que mais de R$ 1,5 milhão foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas

Foto: PF/Divulgação
A estimativa é de que mais de R$ 1,5 milhão foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas. (Foto: PF/Divulgação)

A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta quarta-feira (23), a Operação Sem Misericórdia, que investiga o desvio de mais de 2 milhões de reais de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) destinados à Santa Casa de Santana do Livramento, na Região da Fronteira Oeste do Estado.

Policiais federais cumpriram dez mandados de busca e apreensão, no município gaúcho de Sarandi (02) e nas cidades de Vitória (01), Vila Velha (04), Afonso Cláudio (01), Venda Nova do Imigrante (01) e São Domingos do Norte (01), no Espírito Santo, além de ordens judiciais de sequestro de bens, de bloqueio de contas bancárias e medidas cautelares de natureza pessoal, expedidos pela 22ª Vara Federal de Porto Alegre.

A investigação apura o desvio de recursos públicos a partir de contrato firmado entre a Santa Casa de Misericórdia, sob intervenção da prefeitura municipal de Santana do Livramento, e uma organização social responsável pela gestão do hospital durante o período de maio a novembro de 2019.

No período do contrato, a organização social subcontratou duas empresas pertencentes ao mesmo grupo criminoso para a execução de atividades de assessoria e consultoria, em valor global superior a um milhão de reais, como forma de justificar o desvio de verbas realizado por diversas transferências bancárias ao longo de todo o período, bem como permitir a contabilização nas empresas de destino como se os recursos fossem lícitos.

Além disso, notas fiscais e contratos com empresas de fachada foram forjados com o propósito de sustentar as transferências ocorridas anteriormente sem o adequado lastro contábil.

A estimativa é de que mais de R$ 1,5 milhão foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas, principalmente para o diretor da organização social contratada pela prefeitura, que efetuou no período de contrato saques em espécie que somaram mais de R$ 500 mil.

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