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Política Procurador-geral diz que forças-tarefa do Ministério Público são “atividades informais, sem institucionalidade”

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Augusto Aras não citou nominalmente a Operação Lava-Jato

Foto: Reprodução/TV Justiça
Augusto Aras não citou nominalmente a Operação Lava-Jato. (Foto: Reprodução/TV Justiça)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta segunda-feira (14) que as forças-tarefa do MP (Ministério Público) são “atividades informais, sem institucionalidade” e que o combate à corrupção deve ser aprimorado no Brasil.

Aras não citou nominalmente a Lava-Jato, mas, ao dar exemplo de forças-tarefa, citou São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba (PR), cidades onde há grupos específicos voltados para a operação.

O procurador-geral participou da videoconferência do lançamento do Anuário do Ministério Público, promovida pela revista Consultor Jurídico. O modelo defendido por Aras é o do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que já existe na esfera estadual e começou a ser implementado no MPF (Ministério Público Federal).

“Tudo que nós queremos é isso, institucionalidade. Para que não tenhamos que lamentar que metade da operação foi boa, metade foi desastrosa. Temos que ter sempre uma otimização”, afirmou o procurador.

Ele defendeu que, para o aprimoramento do combate à corrupção, é necessário “completar nossa rede de Gaecos, integrá-las”. “E deixemos que essas forças-tarefa, que se concentraram em Curitiba, Rio e São Paulo, atinjam todo Norte e Nordeste do País”, destacou.

“Nós precisamos ter combate à corrupção nas 27 unidades da Federação, não somente em duas ou três. E, para isso, falta institucionalidade”, afirmou Aras.

Segundo ele, o objetivo não é “alterar em nada o que já foi feito nas forças-tarefa”. “Pelo contrário, vamos ter condições, na institucionalidade, de aumentar o número de colegas, como já fizemos em Curitiba, em outros Estados, aumentar o número de servidores, recursos disponíveis”, disse.

O procurador-geral afirmou ainda que as forças-tarefa “estavam desconectadas de um centro de gerenciamento, de governança” e que é “constrangedor” para ele “estar eventualmente respondendo com seu CPF por uma atividade informal, por melhor resultado que ela tenha apresentado nos últimos anos”.

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