Sábado, 19 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de dezembro de 2015
A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que dificulta o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, e a possibilidade de afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fizeram a oposição mirar agora nos julgamentos que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fará sobre a chapa da petista, que podem levar à cassação também do vice-presidente Michel Temer.
Isso levaria à convocação de novas eleições ou, conforme a jurisprudência da Corte, até mesmo à posse do segundo colocado, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Essa possibilidade, porém, não agrada aos tucanos. O fundamento da tese que voltou a ganhar força no partido é que ninguém terá legitimidade para tirar o País da crise sem passar pelo voto popular.
Os oposicionistas admitem que, com as decisões do STF sobre o impeachment, como a obrigação da eleição de uma comissão indicada pelos líderes e a palavra final sobre o afastamento cabendo ao Senado, ficou mais difícil tirar Dilma por essa via.
A derrubada da petista pelo TSE é a posição preferida pelo PSDB, em especial pela ala de Aécio, derrotado no segundo turno e na liderança das pesquisas eleitorais realizadas ao longo deste ano. Tucanos argumentam que, devido ao comprometimento de integrantes do PMDB na Operação Lava-Jato, seria difícil retomar a credibilidade no País com Temer no cargo, o que ocorreria no caso de um impeachment. (AE)
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