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Carlos Roberto Schwartsmann Que democracia é esta, senhores políticos?

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Órgãos da Esplanada escondem a agenda de visitas, reuniões e eventos dos quais participaram os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Início esse texto pedindo desculpas aos leitores e aos meus amigos políticos!

Aos leitores, pois sou médico e raramente me envolvo em política. Desculpas aos políticos, pois certamente não irão gostar do que escrevi!

É triste e difícil aceitar, como cidadão comum, as fantásticas distorções que ocorrem no nosso País. Perdemos totalmente nossos valores éticos e morais.

Enquanto famílias inteiras de brasileiros não têm o que comer, moram nas ruas, perambulam como zumbis pedintes, nossos políticos aprovaram no apagar das luzes do ano passado o “fundão eleitoral” (nossos recursos públicos que financiam as campanhas eleitorais).

O valor é de 5,7 bilhões!

Isto é de interesse público?

A eterna lei da redução da maioridade penal, a pauteada e várias vezes adiada, PEC da 2° instância, o fim do foro privilegiado. São alguns dos exemplos de decisões que o povo espera.

Os políticos esqueceram que são os mais caros servidores públicos. Nenhum país possui leis tão protecionistas. Nossos parlamentares são os mais bem pagos do planeta!

Recentemente, no novo governo alemão, o ministro da Agricultura Cem Özdemir foi tomar posse de bicicleta, recusando carros oficiais.

O ex-ministro Mark Rutte, da Holanda, também se tornou famoso por ir ao parlamento de bicicleta.

Na Suécia os deputados não tem auxilio moradia. Pagam seus transportes e suas refeições fora do congresso.

O deputado Arne Hakasson, em entrevista recente disse: “Somos cidadãos comuns. Não há sentido em privilégios especiais, uma vez que nossa tarefa é representar o povo baseado na realidade que as pessoas vivem!”.

No Brasil, existe a verba de gabinete, auxílio moradia, auxílio mudança, escritório político de até 50 assessores particulares, ressarcimento de gastos médicos hospitalares.

É possível até fretar aeronaves!

Com esta dinheirama poderíamos construir 30.000 escolas no valor de R$ 180 mil cada, 75.000 creches no valor de R$ 80 mil cada.

A Fraport de Frankfurt, para ampliar o Aeroporto Salgado Filho, construiu casas populares por R$ 70 mil. Poderíamos construir 80.000 casas.

Recentemente, no mega assalto que paralisou Criciúma, foram roubados aproximadamente R$ 120 milhões.

O atual “fundão” furtou do povo brasileiro, sem usar armamento pesado ou reféns, 50 vezes mais.

Usou apenas um argumento simples: tudo pela democracia!!

 

Carlos Roberto Schwartsmann
Professor Universitário- Médico

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Vanderlei Ochoa
7 de janeiro de 2022 00:09

MB Comodoro Vocês deve estar com a pança cheia. Por isso que o povo vota lula. Na época do pt não faltava comida no preato do trabalhador.

MB Comodoro
6 de janeiro de 2022 21:11

Meu Deus, perdoai esse senhor Vanderlei Ochoa, ele não sabe o que diz, e nem o que fazem!

Ricardo Kunrath
6 de janeiro de 2022 13:02

Quanta bobagem, o agro, o capitalismo que mantém este país, o qual é roubado e saqueado por políticos corruptos. Se assim não fosse e todos os impostos fossem devidamente aplicados, seríamos muito mais que os países q se dizem de primeiro mundo!

Vanderlei Ochoa
6 de janeiro de 2022 11:16

Engraçado citar a fome sem falar que somos o país que mais produz alimentos no mundo. Essa é a distorção que a mídia faz em nosso país. Nunca se fala nesse absurdo, com milhões de famintos no nosso povo e os produtos sendo exportados para outros países. Sem falar, que o agro negócio é financiado com nossos impostos. Viva o capitalismo selvagem e brutal.

Fernando Krause
6 de janeiro de 2022 14:03

Sábias palavras, caro professor-doutor! Complementando as suas cirúrgicas colocações, toda esta farra com o dinheiro público começou com a tão almejada “democracia”, a partir de 1985, quando o último presidente militar (J.B.Figueiredo) saiu do poder e José Sarney tomou posse com a morte de Tancredo Neves, primeiro presidente eleito a partir da “abertura”… Desta época até os nossos dias temos visto organizações criminosas tomarem posse no Congresso Nacional, com a clara finalidade de saquear os cofres públicos e se locupletar do dinheiro do pagador de impostos!

Juventino Adamatti
7 de janeiro de 2022 01:35

Quando o povo der conta de que não devem votar em nem um legislador. Provavelmente eles se darão conta de que são ladrões do nosso suor…

Alberto Stein
13 de janeiro de 2022 17:48

Carlinhos, fantástico depoimento, concordo com tudo, gostaria eu de tê-lo escrito, Alberto Stei Beti

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