Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2018
Itens de maquiagem costumam ser de uso pessoal, e o principal motivo para isso, é a questão da higiene. Não é recomendado utilizar qualquer produto de outra pessoa sem a certeza de que ele tinha sido bem higienizado. Por isso, quando uma ex-funcionária da rede de cosméticos Ulta Beauty revelou as práticas usadas na loja em que trabalhava, muitos consumidores ficaram chocados. “Sempre que um cliente devolvia um produto, os gerentes nos diziam para selar de novo o item e colocar de volta nas prateleiras”, dizia um dos tweets.
A mulher postou também exemplos de como a prática era feita. “Eles apenas limpavam com um cotonete para parecer que era novo”. Nas fotos, ela comparava produtos realmente novos com os que foi instruída a colocar de volta nas prateleiras. Apesar de dela ter escrito apenas sobre uma loja específica, outros funcionários responderam que isso também era comum na franquia em que trabalhavam.
Maior rede de farmácias acabará com “photoshop”
A maior rede americana de farmácias, CVS, quer retirar de suas lojas as imagens de mulheres com rugas apagadas ou coxas afinadas pelo computador e impor uma restrição às fotos editadas.
A companhia pretende instaurar “novos padrões” para os anúncios em suas vitrines e engavetar todas as fotografias que corrigem formas do corpo, cor de pele ou rugas do rosto, informou um comunicado divulgado na segunda-feira.
Com um total de 9.700 farmácias, a firma criará primeiro uma etiqueta para colocar nas imagens não retocadas neste ano.
Posteriormente, até o final de 2020, quer obrigar os fabricantes de cosméticos a mencionarem se modificaram a fotografia promocional utilizada em suas prateleiras.
“Como mulher, mãe e gerente de lojas cujos clientes são principalmente mulheres, percebo que cabe a nós refletir sobre as mensagens que transmitimos todos os dias”, disse Helena Foulkes, encarregada da rede de farmácias da CVS Health Group.
“A relação entre a difusão de imagens corporais pouco realistas e os efeitos negativos para a saúde, especialmente para as meninas e as jovens, já está demostrada”, disse.
O grupo já entrou em contato com vários distribuidores, e “muitos deles já estão pensando” no assunto, garantiu Foulkes. Esta iniciativa da companhia americana é parte de um movimento maior para lutar contra a promoção de um tipo de padrão de beleza.
C&A e os chineses
Cooperação do grupo europeu com investidores chineses poderia trazer vantagem para ambos os lados. Conglomerado de longa tradição familiar enfrenta pressão no comércio on-line e de redes de lojas de moda jovem. A cadeia de roupas C&A está procurando potenciais parceiros e investidores internacionais, como noticia o jornal Die Welt na edição dessa quarta-feira. A direção da empresa quer crescer na China, em países em desenvolvimento e na área de vendas on-line, podendo optar, para isso, por parcerias com grupos no exterior. O jornal afirma que o anúncio foi divulgado em comunicado do chefe da empresa na Europa, Alain Caparros, endereçado aos funcionários do grupo.
Os comentários estão desativados.