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Economia Relator rejeita pedido do governo Bolsonaro e não inclui reajuste a policiais no Orçamento de 2022

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Leal já havia dito não haver espaço para reajustes a servidores em 2022. (Foto: EBC)

O relator-geral do Orçamento de 2022, Hugo Leal (PSD-RJ), rejeitou o pedido do governo Jair Bolsonaro para incluir no Orçamento uma previsão de reajuste a policiais federais. O deputado apresentou nesta segunda-feira (20), seu relatório final. A votação do texto, que inicialmente aconteceria ainda nesta segunda na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso e no plenário, foi adiada para esta terça (21).

Na semana passada, o Ministério da Economia de Paulo Guedes cedeu à pressão do presidente Jair Bolsonaro (PL) e enviou um ofício ao Congresso pedindo R$ 2,86 bilhões no Orçamento do ano que vem para reajustar o salário de policiais federais. Guedes disse na última sexta (17) que R$ 2 bilhões são para os reajustes aos policiais e o restante para mais duas categorias que ele não diria quais são porque “senão todo mundo vai querer”.

A demanda havia sido feita pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e foi encampada por Bolsonaro, em aceno a uma categoria estratégica para as eleições de 2022. O plano prevê uma reestruturação de carreiras da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Leal já havia dito não haver espaço para reajustes a servidores em 2022. “Pode ser merecido e importante para eles, eu tenho pessoas da minha família que são também servidores públicos federais, mas tenho a preocupação principal, que é a marca do relatório, é continuar atendendo a saúde e os benefícios de caráter social”, afirmou em entrevista publicada em 11 de dezembro.

Salário mínimo

Leal apresentou nesta segunda relatório no qual prevê que o valor do salário mínimo passará dos atuais R$ 1.100 para R$ 1.211,98 no próximo ano.

Esse aumento se deve à disparada da inflação nos últimos meses. A previsão de alta do INPC, que serve de base para a correção anual do mínimo, passou de 8,4%, em agosto, para 10,18%.

O índice exato da correção do salário mínimo, entretanto, só será realmente conhecido no início de janeiro, quando for divulgada a alta do INPC do ano fechado de 2021.

Na proposta de Orçamento de 2022 enviada pelo governo ao Congresso, está prevista a correção do salário mínimo apenas pela inflação, ou seja, sem aumento real.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 50 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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