Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2021
A Rússia anunciou sanções contra oito cidadãos da União Europeia, incluindo o presidente do Parlamento do bloco, o italiano David Sassoli. A medida, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Moscou, é uma represália a decisões da UE de barrar a entrada de seis cidadãos russos.
Com isso, Sassoli, chefe do poder Legislativo do bloco, fica proibido de entrar na Rússia, assim como a vice-presidente de Transparência da Comissão Europeia, a tcheca Vera Jourová.
Os outros seis cidadãos da UE atingidos pela medida são Ivars Abolins e Maris Baltins, da Letônia; Jacques Maire, da França; Jorg Raupach, da Alemanha; Ana Scott, da Suécia; e Ilmar Tomusk, da Estônia.
“Tais ações da União Europeia não deixam dúvidas de que seu principal objetivo é conter o desenvolvimento de nosso país a todo custo”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia a respeito das sanções da UE, divulgadas em 2 e 22 de março.
As primeiras atingiram quatro russos e foram motivadas pelo envenenamento do líder de oposição Alexei Navalny e pela repressão a seus apoiadores, enquanto as segundas tiveram dois alvos envolvidos em perseguições à comunidade LGBTI e a oponentes políticos na Chechênia.
As duas ações foram coordenadas com os Estados Unidos.
Críticas ao Bolsonaro
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, virou alvo de críticas no Parlamento Europeu, em uma sessão para discutir a pandemia na América Latina. Durante o debate, foram criticados o “negacionismo” e a “necropolítica” do mandatário brasileiro.
O objetivo da sessão era discutir o impacto da pandemia na América Latina e como a União Europeia pode ajudar os países latino-americanos a enfrentar a Covid-19.
As discussões pretendiam analisar a relação entre a elevada desigualdade social e econômica e o avanço da pandemia na região, mas as denúncias contra Bolsonaro acabaram por dominar a sessão.
“Por ação ou omissão, a necropolítica de Bolsonaro constitui um crime contra a humanidade que deve ser investigado”, afirmou o eurodeputado espanhol Miguel Urbán.
Outro eurodeputado espanhol, Jordi Solé, advertiu que a gestão da crise de saúde por parte do presidente brasileiro pode “transformar o país em uma incubadora de novas cepas” do coronavírus.
Para a portuguesa Isabel Santos, a situação no Brasil é mais difícil por causa do “irracional negacionismo de Bolsonaro”, a quem acusou de “fazer tudo para que a população não seja vacinada”. “Não é um erro, e sim uma irresponsabilidade deliberada”.
Os legisladores conservadores que participaram no debate também apresentaram críticas, mas sem mencionar o nome do presidente brasileiro.
Para o também português Paulo Rangel, o impacto da pandemia foi agravado “por erros políticos e por visões negacionistas, como é o caso do Brasil”.
O espanhol Leopoldo López afirmou que é necessário “destacar a negação da gravidade por parte dos governantes de alguns dos países com maior população”.
O Brasil é o país mais populoso da América Latina, com 212 milhões de habitantes. Na sequência vêm México (128 milhões), Colômbia (50 milhões) e Argentina (45 milhões).
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