Quarta-feira, 15 de Julho de 2020

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Brasil Socialite que foi acusada de mandar matar sua rival vai a júri popular em junho

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Motivação da tentativa de assassinato encomendada por Marcelaine dos Santos Schumann (E) teria sido ciúmes do empresário Marcos Souto (C), apontado como seu amante, mas que a estaria traindo com Denise Silva (D). (Crédito: Reprodução)

A socialite Marcelaine dos Santos Schumann, 36 anos, que é acusada de encomendar a morte da bacharel em Direto e empresária Denise Almeida da Silva, 35, será julgada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas em 1º de junho. Além da socialite, cinco pessoas suspeitas de participação na tentativa de homicídio também irão a júri popular, em Manaus (AM). Segundo o juiz Mauro Antony, todos os seis envolvidos serão julgados pelo Tribunal do Júri na data. O magistrado disse que aguarda laudo pericial do Instituto de Criminalística, mas que o julgamento será mantido mesmo se um dos documentos do caso não for entregue a tempo.

Julgamento terá seis réus. 

“Estamos aguardando o laudo do bilhete, mas isso não vai atrapalhar a realização do julgamento”, afirmou Antony. O documento conteria ameaças e um plano de extorsão contra a socialite foi encontrado no interior da cela de Rafael Leal dos Santos, o “Salsicha”. Ele é o autor dos disparos que atingiram Denise, no estacionamento de uma academia, no Centro de Manaus, em 12 de novembro de 2014. Marcelaine permanece presa no CDPF (Centro de Detenção Provisória Feminino), na capital manauara. A socialite é apontada como mandante da tentativa de homicídio.

Confissão do crime. 

Depois de ser preso, Santos confessou a tentativa de homicídio e apontou a participação de outras duas pessoas no crime: Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco,  27, que teria negociado o crime com a mandante, e Karen Arevalo Marques, 22, que intermediou o aluguel da arma usada no crime. Os dois também estarão no banco dos réus. O vigilante Edney Costa Gomes, 26, que também chegou ser preso por suposto envolvimento no crime será julgado. Ele teria sido o responsável por indicar e fornecer os contatos de “Mac Donald”, primo dele, e  Santos. De acordo com a polícia, Gomes foi procurado por um vigilante identificado apenas como “Itaituba”, que era colega de faculdade da socialite para cometer o crime. Gomes alegou ter recusado uma proposta de 6,5 mil reais por medo. “Itaituba” também será julgado com demais acusados.

O caso.

Denise Silva foi baleada em 12 de novembro de 2014 no estacionamento de uma academia localizada na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Manaus. O atirador disparou três vezes contra o carro em que ela estava. Dois tiros atingiram a vítima. A ação foi registrada pelo circuito de vigilância do estabelecimento. Ela foi levada para o Hospital 28 de Agosto, e depois transferida para uma unidade de saúde particular. A vítima recebeu alta dois dias após o crime.

“A mandante criou na cabeça dela que  amante [o empresário Marcos Souto] estava tendo um caso com a Denise. Ela ofereceu 7 mil reais para o executor matar ou ‘aleijar’ a vítima, mas eles receberam apenas 4 mil reais”, disse o delegado Paulo Martins, o então titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, logo após a prisão de três pessoas envolvidas no crime.

Segundo a Polícia Civil, no dia em que o crime ocorreu, Marcelaine, que é casada com o empresário Edmar Costa, viajou para o exterior. Ela retornou à capital do Amazonas em 5 de janeiro de 2015 e foi presa pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Dez dias depois de voltar a Manaus, Marcelaine foi ouvida pela Polícia Civil. No depoimento, ela negou o crime, mas foi indiciada. De acordo com a polícia, a intenção da socialite era matar ou “aleijar” a vítima. A motivação da tentativa de assassinato seria ciúmes de Souto, apontado como pivô do crime e suposto amante da socialite.

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