Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Saúde Teste classifica nódulo de tireoide com maior sensibilidade

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Por meio de biomarcadores específicos, exame diagnóstico identifica se caroços na glândula são benignos ou malignos, reduzindo os riscos de cirurgias desnecessárias.

Foto: Divulgação/Onkos
Por meio de biomarcadores específicos, exame diagnóstico identifica se caroços na glândula são benignos ou malignos, reduzindo os riscos de cirurgias desnecessárias. (Foto: Divulgação/Onkos)

A empresa paulista Onkos Diagnósticos Moleculares desenvolveu um exame diagnóstico para nódulos de tireoide que promete ser mais sensível do que os testes disponíveis no mercado.

Por meio de biomarcadores específicos, o exame, desenvolvido com apoio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), identifica se um nódulo da tireoide classificado como indeterminado pelas técnicas atuais é benigno ou maligno, reduzindo os riscos de resultados falso-positivo ou falso-negativo. Dessa forma, o exame molecular evita cirurgias desnecessárias, uma vez que até 30% dos exames feitos atualmente no Brasil sobre a presença ou não de câncer em nódulos da tireoide apresentam resultados indeterminados. Desse total de casos indefinidos até 84% são benignos, segundo dados da empresa.

“Outras vantagens do teste que desenvolvemos em comparação com outros existentes no mercado é que ele dispensa a necessidade de mais de uma punção da glândula, o que é sempre desconfortável para o paciente, e as amostras podem ser transportadas em temperatura ambiente”, diz ao Pesquisa para Inovação Marcos Tadeu dos Santos, fundador da empresa, incubada no Supera – Parque de Inovação Tecnológica de Ribeirão Preto.

O teste começou a ser desenvolvido em 2015, em parceria com o Hospital de Amor (antes conhecido como Hospital de Câncer de Barretos), e foi lançado em 2018.

Nos próximos meses, o teste poderá entrar no rol dos exames credenciados pela Agência Nacional de Saúde (ANS). Na última rodada de propostas aberta pela instituição federal, em 2018, 1,2 mil propostas foram recebidas. Na etapa mais recente, apenas 84 procedimentos permaneceram sob análise, entre eles o exame criado pela Onkos. Se aprovado, o teste passará a ser coberto pelos planos de saúde.

Outra meta é que o exame seja aprovado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Nos dois casos, haverá uma economia tanto para os planos de saúde como para o sistema público, porque cirurgias desnecessárias serão evitadas”, avalia Santos.

 

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