Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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Mundo Donald Trump assinou uma ordem para regular as redes sociais

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"Estamos aqui hoje para defender a liberdade de expressão de um dos maiores perigos", disse Trump, antes de assinar o documento.

Foto: D. Myles Cullen/The White House
"Estamos aqui hoje para defender a liberdade de expressão de um dos maiores perigos", disse Trump, antes de assinar o documento. (Foto: D. Myles Cullen/The White House)

O presidente dos Estados Unido, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (28), uma ordem que pode resultar em punições, por parte de reguladores federais, ao Facebook, Google e Twitter pela maneira como policiam o conteúdo online. A medida desencadeou uma ampla oposição política e ameaças de contestação legal à medida.

Trump definiu a ordem como uma tentativa de eliminar o viés político por parte das maiores plataformas de mídia social do país. Sua diretriz ocorre dias depois de o Twitter direcionar os usuários de alguns dos tuítes do presidente para artigos de notícias que verificaram suas alegações, uma medida que Trump disse ser uma forma de censura.

“Estamos aqui hoje para defender a liberdade de expressão de um dos maiores perigos”, disse Trump, antes de assinar o documento.

O jornal The Washington Post havia noticiado antes que o presidente pretendia assinar a ordem que deve reverter a imunidade que os gigantes da tecnologia têm pelo conteúdo de seus sites. Na prática, a medida de Trump permitirá a agências federais americanas regularem o conteúdo publicado.

A medida de Trump visa principalmente incentivar os reguladores federais a repensar uma parte da lei conhecida como Seção 230, segundo o Washington Post. A lei poupa as empresas de tecnologia de serem responsabilizadas pelos comentários, vídeos e outros conteúdos publicados pelos usuários em suas plataformas.

A lei permite às empresas de tecnologia a liberdade de policiar suas plataformas por abuso sem medo de ações judiciais. Porém essas exceções também permitiram que algumas das empresas mais lucrativas do Vale do Silício reduzissem a responsabilidade pelo conteúdo nocivo que floresce em suas plataformas online, incluindo discurso de ódio, propaganda terrorista e falsidades relacionadas a eleições.

Entenda

Tudo começou na terça-feira, quando o Twitter pela primeira fez um alerta para que seus usuários checassem publicações do presidente americano. Elas se referiam à votação nas eleições presidenciais de novembro deste ano. Trump insinua que existe fraude no envio das cédulas aos eleitores pelos correios.

As marcas nos dois posts teriam sido incluídas porque os tuítes “contêm informações potencialmente enganosas sobre os processos de votação, e foram rotulados para fornecer um contexto adicional”, segundo teria afirmado um porta-voz do Twitter.

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