Sábado, 31 de Outubro de 2020

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Mundo Donald Trump diz que vai indicar “sem demora” uma nova juíza para a Suprema Corte

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Vaga foi aberta pela morte da liberal Ruth Ginsburg, mais antiga magistrada norte-americana. (Foto: Reprodução)

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em seu perfil no Twitter que considera uma “obrigação, sem demora”, a escolha de um novo juiz para a Suprema Corte dos Estados Unidos. O anúncio vem após a morte da mais antiga juíza e líder da ala liberal, Ruth Bader Ginsburg aos 87 anos, por complicações de um câncer no pâncreas.

“Fomos colocados nesta posição de poder e importância para tomar decisões pelas pessoas que nos elegeram com tanto orgulho, a mais importante há muito tempo é considerada a escolha dos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos. Temos essa obrigação, sem demora!”

A morte de Ginsburg dá a Trump a chance de expandir sua maioria conservadora na Corte, com uma terceira indicação em um momento de profundas divisões no país, às vésperas das eleições presidenciais em 3 de novembro.

Nos EUA, os 9 juízes da Suprema Corte são nomeados de forma vitalícia, ou seja, ficam no cargo até o fim da vida.

Os juízes da Suprema Corte, os juízes do tribunal de apelações e os juízes dos tribunais distritais são nomeados pelo presidente dos Estados Unidos e confirmados pelo Senado, segundo a Constituição norte-americana.

Segundo a rede de notícias ABC News, citando fontes próximas ao Salão Oval, a lista de possíveis indicados para o assento na Corte inclui pelo menos uma representante mulher.

Líderes no Senado divergem

O líder dos senadores democratas, Chuck Schumer, já se pronunciou e disse que o assento de Ginsburg não deveria ser ocupado antes das eleições de novembro. Atualmente, sem a juíza, a Corte se mantém com cinco juízes conservadores e três liberais.

Já o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que a Casa vai apoiar a indicação de Trump para a vaga de Ginsburg. Ao ser informado da morte da juíza, Trump disse a jornalistas que lamentava sua morte e que, “concordando ou não”, ela foi uma “mulher maravilhosa que viveu uma vida maravilhosa”.

Ginsburg foi nomeada pelo ex-presidente democrata Bill Clinton em 1993 e se tornou a segunda mulher a integrar a Suprema Corte. Após a aposentadoria da juíza Sandra Day O’Connor, em 2006, Ginsburg se manteve como a única mulher na Corte até a indicação de Sonia Sotomayor em 2009 e Elena Kagan em 2010.

Na Suprema Corte, Ginsburg tinha a reputação de ser uma dura questionadora com tendência liberal. Marcada por decisões que enfrentavam a discriminação sexual, ela foi a responsável pela admissão de mulheres, em 1996, no Instituto Militar da Virgínia.

Durante a administração do presidente Barack Obama, alguns liberais insistiram com que Ginsburg renunciasse ao cargo. Isso para que o democrata pudesse nomear seu sucessor, mas ela rejeitou o pedido.

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